Em um cenário eleitoral acirrado no Peru, Keiko Fujimori, representante da direita, comunicou que viajará ao exterior nos próximos dias, mesmo com a apuração do segundo turno ainda em andamento. A candidata explicou que se ausentará por poucos dias por causa de um compromisso familiar assumido com a filha e ressaltou que não se trata de assunto político.
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Enquanto Fujimori lidera a contagem de votos por uma diferença de 18.832 votos em relação a Roberto Sánchez, os dados da Onpe indicam 98,59% das atas já contabilizadas. Até o momento, são 50,052% dos votos válidos para Fujimori contra 49,948% para Sánchez. A disputa é considerada a mais apertada desde o retorno da democracia no país.
Debate sobre recontagem de votos no Peru


Fujimori também se manifestou contra o pedido do partido Juntos por el Perú para uma recontagem total dos votos. Ela alegou que tal medida não encontra respaldo na legislação eleitoral local. “Falta-lhes ler a lei”, afirmou a candidata, segundo a agência de notícias EFE.
No mesmo contexto, o presidente interino José María Balcázar anunciou neste domingo, 14, que reduzirá sua viagem oficial à Europa, planejada para a próxima semana, com o objetivo de permanecer em Lima e monitorar de perto possíveis manifestações relacionadas à apuração.
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O Congresso havia autorizado que Balcázar viajasse desta segunda, 15, até a sexta 19. Contudo, ele comunicou que deixará o país somente na quarta-feira 17, para uma audiência com o papa Leão XIV, e retornará logo depois.
Balcázar declarou que permanecerá em Lima na segunda e na terça-feira para acompanhar o desfecho do pleito. Ele deve se reunir com as forças de segurança e as Forças Armadas. “Precisamos instruir a polícia para que, ao máximo, se respeitem as manifestações, mas sem provocações nem uso desnecessário da força, caso ocorram”, disse Balcázar.

