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Pintura já descasca em espelho d’água reformado por Trump – 19/06/2026 – Mundo

A tinta azul do recém-reformado espelho d’água do Memorial Lincoln, em Washington, nos Estados Unidos, já está descascando do fundo e se soltando na água manchada de algas. A cena foi constada a partir da quinta-feira (18), menos de duas semanas depois que o presidente Donald Trump anunciou a conclusão da obra.

O histórico espelho d’água foi esvaziado e restaurado neste ano por meio de um contrato sem licitação no valor de US$ 14,7 milhões (cerca de R$ 75,6 milhões), como parte dos planos ambiciosos de Trump para remodelar a capital dos EUA.

O projeto também inclui a demolição da ala leste da Casa Branca para abrir espaço para um novo salão de festas e a construção de um enorme arco próximo ao Cemitério Nacional de Arlington, que homenageia os mortos em guerra do país e outros americanos proeminentes.

Trump anunciou em 6 de junho que as obras na piscina haviam sido concluídas. Na terça-feira (16), os trabalhadores já haviam começado a despejar peróxido de hidrogênio na piscina para combater uma proliferação de algas que a havia deixado verde, em vez do azul-escuro esperado. A cor da água era alvo de críticas do presidente antes da reforma.

O Serviço Nacional de Parques, que administra o National Mall, onde a piscina está localizada, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A Atlantic Industrial Coatings, empresa sediada na Virgínia que realizou as reformas, também não.

Alguns visitantes do local disseram não ter ficado felizes com a paisagem.

“Quero meu dinheiro de volta depois de ver isso. Acho que nossos recursos poderiam ser muito melhor utilizados em outro lugar”, disse Robert Dale, de Edwards (Colorado), enquanto observava o local. “Acho que esse espelho d’água era lindo antes.”

Trump tem enfrentado críticas por ignorar diretrizes de planejamento e urbanismo de Washington em seu programa de reformas na cidade —críticas que seu governo disse ver como ataques partidários.

Legisladores também questionaram sua decisão de aceitar um avião de US$ 400 milhões (R$ 2 bilhões) do Qatar para ser colocado em serviço como Air Force One, aeronave que transporta o presidente, sua equipe, a escolta de segurança e jornalistas em suas viagens pelo país e pelo mundo.

Especialistas em segurança alertaram que a adaptação da aeronave exigiria extensas atualizações de segurança, melhorias nas comunicações para impedir escutas e recursos de defesa antimísseis, cuja instalação levaria tempo e dinheiro.

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