IníciopolicialCasal deportado é preso em Belém; PF aponta esquema de R$ 150...

Casal deportado é preso em Belém; PF aponta esquema de R$ 150 milhões e ligação com facção

A Polícia Federal cumpriu, no último sábado, 20, em Belém, mandados de prisão preventiva contra dois investigados por envolvimento com tráfico internacional de armas e drogas, lavagem de dinheiro e associação criminosa. O casal havia sido localizado e detido no Suriname e foi preso assim que desembarcou no Aeroporto Internacional de Belém.

Os presos foram identificados como Arnaldo Ribeiro e sua esposa, Denise Mendonça. Segundo as investigações, ambos integravam uma estrutura financeira e logística ligada à facção criminosa Comando Vermelho, responsável pela compra de armas e entorpecentes no exterior e pelo envio desse material para integrantes do grupo no Brasil.

A captura ocorreu no âmbito da Operação Red Fox, deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal. A ação também contou com apoio das autoridades do Suriname e da Adidância da Polícia Federal em Paramaribo.

Operador movimentou mais de R$ 150 milhões

As investigações apontam que Arnaldo Ribeiro era um dos principais operadores financeiros do esquema e movimentou mais de R$ 150 milhões. A PF identificou que ele atuava na região de fronteira, gerenciando repasses destinados à compra de armamentos e drogas.

As apurações indicam ainda que ele negociou a aquisição de um lote de dez fuzis AK-47 que seriam destinados ao braço do Comando Vermelho na Região Norte do país. Arnaldo também mantinha contato direto com Edgard Alves Andrade, conhecido como “Doca” ou “Urso”, apontado como uma das principais lideranças da facção no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, e que permanece foragido.

Já Denise Mendonça é investigada por atuar na logística e no fluxo financeiro da organização. A Polícia Federal mapeou diversas viagens dela ao Suriname em períodos compatíveis com movimentações bancárias consideradas suspeitas pelos investigadores.

Mansão no Suriname e prisão em Belém

O casal foi localizado em uma mansão na cidade de Paramaribo, capital do Suriname. Após a prisão pelas autoridades locais, ambos foram deportados ao Brasil e tiveram os mandados de prisão cumpridos pela Polícia Federal ao desembarcarem em Belém.

Durante a ação, os agentes apreenderam aparelhos eletrônicos e outros bens pessoais dos investigados. O material será submetido à perícia para aprofundar as investigações e identificar possíveis conexões com outros integrantes da organização criminosa. Após exames de corpo de delito e os procedimentos legais, os presos foram encaminhados ao sistema prisional do Pará, onde permanecem à disposição da Justiça.

Operação bloqueou quase R$ 500 milhões

A Operação Red Fox cumpriu, ao todo, quatro mandados de prisão preventiva, embora a Justiça tenha expedido 13 ordens de prisão. Além do casal preso em Belém, outros dois investigados foram detidos no Rio de Janeiro e em Tabatinga, no Amazonas, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. Nove alvos seguem foragidos.

A investigação revelou uma sofisticada engrenagem de lavagem de dinheiro baseada em empresas de fachada, utilização de “laranjas”, depósitos fracionados, transferências via Pix e contas bancárias intermediárias para ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas e financiar a compra de armas no exterior.

A Justiça Federal determinou ainda o bloqueio, sequestro e indisponibilidade de bens e ativos financeiros até o limite de quase R$ 500 milhões, em uma tentativa de asfixiar a estrutura econômica da organização criminosa.

A Polícia Federal informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos na rede de fornecimento ilícito de armamentos e rastrear toda a estrutura financeira utilizada pelo grupo criminoso.

Veja a matéria completa aqui!

RELATED ARTICLES

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Publicidade -

mais vistas