IníciopolicialJustiça determina internação de adolescente investigado por maus-tratos e morte de gatos...

Justiça determina internação de adolescente investigado por maus-tratos e morte de gatos em Marabá | Polícia

O Juizado da Infância e da Juventude determinou a internação provisória de um adolescente de 15 anos investigado por praticar maus-tratos e matar gatos em Marabá, no sudeste do Pará. A medida foi cumprida nesta terça-feira (23), durante a Operação Ultimato, deflagrada pela Polícia Civil.

Segundo as investigações, o adolescente confessou ter matado três gatos entre janeiro e abril deste ano. Os crimes eram transmitidos ao vivo por plataformas digitais e, de acordo com a polícia, teriam ocorrido mediante pagamento de integrantes de grupos virtuais interessados em acompanhar as agressões.

As apurações apontam que o jovem utilizava o pseudônimo “Dylan” na internet e participava de um grupo fechado em aplicativo de mensagens. Conforme a Polícia Civil, ele recebia recursos financeiros para praticar e transmitir os atos de crueldade contra os animais.

O caso veio à tona após denúncias que circularam nas redes sociais. Durante depoimento, o adolescente admitiu a autoria dos atos investigados. O delegado Walter Ruiz informou que a materialidade dos fatos foi confirmada e que o jovem confessou três episódios envolvendo a morte de gatos.

A Polícia Civil também apura outras condutas atribuídas ao adolescente. Segundo os investigadores, ele possui histórico de atos infracionais anteriores, incluindo ameaças e referências a possíveis ataques em ambientes escolares.

Por se tratar de um adolescente, o caso é tratado como ato infracional análogo ao crime de maus-tratos a animais com resultado morte. A conduta está prevista no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), que criminaliza práticas de abuso, maus-tratos, ferimentos ou mutilação de animais.

As investigações continuam para identificar outras pessoas que teriam participado do esquema por meio da internet, seja financiando, incentivando ou orientando a prática dos crimes. A polícia também trabalha na análise dos dados extraídos do celular apreendido durante a operação.

Em paralelo, a Polícia Civil esclareceu que um segundo adolescente, que teve o nome e a fotografia divulgados nas redes sociais como suposto autor dos crimes, não possui qualquer relação com o caso. A família dele registrou boletim de ocorrência após receber ameaças e intimidações decorrentes da falsa acusação.

Veja a matéria completa aqui!

RELATED ARTICLES

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Publicidade -

mais vistas