A atriz Luana Piovani foi contratada por uma entidade representativa de servidores do Banco Central para participar de uma campanha de comunicação contrária à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65/2023.
Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, o acordo teria custado R$ 300 mil e teve como objetivo ampliar a visibilidade das críticas ao texto que tramita no Congresso Nacional.
De acordo com registros de uma reunião extraordinária do Conselho Regional do Distrito Federal do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), realizada em 6 de maio, um dia antes da análise da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a escolha da atriz foi motivada por sua atuação pública em pautas sociais e pelo alcance de suas redes sociais, que somam 5,6 milhões de seguidores.
Contratação registrada em ata
O documento relata que a campanha foi desenvolvida como parte de uma estratégia institucional para ampliar o debate sobre os impactos da PEC. Conforme a ata, os recursos utilizados para custear a contratação foram integralmente obtidos por meio das contribuições mensais dos servidores filiados ao sindicato.
Ainda segundo o registro, durante a reunião foi mencionada a intenção de ampliar investimentos em comunicação nos próximos anos. A proposta inclui ações em meios como televisão, rádio e outras plataformas, com o objetivo de divulgar à população a importância do trabalho desempenhado pelos servidores do Banco Central e dar visibilidade às pautas defendidas pela categoria.
O que disse Luana Piovani
Em publicação divulgada em seu perfil no Instagram no dia 9 de maio, Luana Piovani se posicionou contra a PEC 65/2023 e pediu atenção dos seguidores ao tema.
“Meu poovo, bora ficar atentos que as PECs tão aí!!! Vejam essa última: a PEC do Banco Central. 💰💰💰”, afirmou.
Na sequência, a atriz criticou a proposta e questionou as mudanças previstas para a instituição.
“A PEC do Banco Central não é sobre autonomia, ela pretende mudar a natureza jurídica da instituição. Essa PEC 65 é um tapa na cara do povo! O Banco Central exerce funções típicas de Estado: fiscalização, regulação, emissão de moeda e poder de polícia”, declarou.
Luana também abordou a gestão dos recursos administrados pelo Banco Central e a manutenção de serviços oferecidos à população.
“Os recursos provenientes de ativos financeiros administrados pelo Banco Central são do povo brasileiro, não podem ser usados para bancar uma instituição apartada do Estado e à mercê dos interesses do mercado financeiro e dos bancos. A garantia da gratuidade do PIX é manter o BC como autarquia, com servidores estatutários e carreira típica de Estado”, afirmou a atriz.

