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Homem é sequestrado e executado em mata no Tapanã; polícia investiga “tribunal do crime”

Um homem identificado como Edielson Pessoa Nunes, de 27 anos, foi sequestrado e executado na tarde deste sábado (28), em uma área de mata no final da rua Olaria, no bairro do Tapanã, em Belém. A principal linha de investigação aponta que o crime tenha características de uma execução promovida por integrantes de uma facção criminosa, prática conhecida como “tribunal do crime“.

Segundo informações da Polícia Militar, o pai da vítima procurou o quartel do 24º Batalhão para informar que o filho havia sido levado por homens armados. Equipes foram até o local indicado e encontraram o corpo em uma área de difícil acesso, acionando a Polícia Científica do Pará e a Divisão de Homicídios.

Em depoimento à Polícia Civil, o pai relatou que Edielson havia sobrevivido a um atentado na semana passada. Ainda conforme o boletim de ocorrência, a vítima teria sido acusada de participar do roubo de uma motocicleta, situação que teria motivado cobranças por parte de integrantes de uma facção criminosa.

Na tarde deste sábado, dois homens armados invadiram a residência onde Edielson estava, na passagem Uberaba, também no Tapanã, e o obrigaram a acompanhá-los. A vítima foi levada por uma área de pontes, lama e vegetação fechada até um trecho de mata, onde acabou morta.

De acordo com as primeiras informações levantadas pelas autoridades, Edielson foi encontrado com as mãos amarradas e apresentava um único ferimento provocado por disparo de arma de fogo. As circunstâncias reforçam a suspeita de que ele tenha sido submetido a um julgamento clandestino antes da execução, hipótese que será investigada pela Polícia Civil.

A equipe da Divisão de Homicídios, coordenada pelo delegado Eduardo Rollo, realizou os primeiros levantamentos no local. O caso foi registrado inicialmente na Seccional de Icoaraci e será investigado pela Delegacia do Tapanã.

O perito criminal José Cordeiro informou que a vítima apresentava apenas um disparo que transfixou o corpo. Após a perícia, o cadáver foi removido por equipes do Instituto Médico Legal Renato Chaves, que precisaram percorrer cerca de 200 metros até o veículo utilizado para o transporte.

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