Uma das grandes candidatas ao título desta Copa do Mundo, a França joga seu primeiro jogo eliminatório nesta terça-feira (30), às 18h, contra a Suécia, em Nova Jersey.
Apesar do aproveitamento de 100% na fase de grupos e do amplo favoritismo no duelo, os franceses estão atentos ao poderio ofensivo do time nórdico, que tem eficiência no ataque semelhante ao liderado por Kylian Mbappé.
Com quatro gols, Mbappé iniciou a fase de 32 seleções desta Copa como vice-artilheiro da competição, ao lado do compatriota Ousmane Dembélé, de Vinicius Junior e do norueguês Erling Haaland, atrás apenas de Lionel Messi, com seis.
Além da dupla francesa, apenas Désiré Doué e Bradley Barcola marcaram pela seleção, que soma dez gols até aqui.
A Suécia balançou as redes sete vezes. A porcentagem de finalizações convertidas em gols, taxa que mede a eficiência no ataque, é muito semelhante entre as duas equipes —de 26% para os franceses e 23% para os suecos.
Segundo o técnico Didier Deschamps, a equipe continuará apostando em na filosofia ofensiva que a ajudou a ter 100% de aproveitamento na fase de grupos (3 a 1 contra o Senegal, 3 a 0 sobre o Iraque e 4 a 1 diante da Noruega).
“Temos a capacidade de criar perigo e machucar o adversário. Essa é nossa força e quero que mantenhamos essa força”, disse o treinador em entrevista nesta segunda-feira (29). Ele estará de volta à beira do campo depois de se ausentar contra a Noruega devido à morte de sua mãe.
A França vai para o jogo sem o atacante Marcus Thuram, lesionado, e aguarda para saber se o meio-campista N’Golo Kanté tem condições.
Embora tenha tomado apenas dois gols na primeira fase, Deschamps defendeu ajustes na defesa francesa.
“A Suécia não terá nada a perder e pode nos causar problemas. Há confiança, mas não excesso de confiança, porque sabemos que a qualidade do adversário vai aumentar”, afirmou.
Os pontos de atenção que a França deve ter, de acordo com o técnico, são a velocidade dos adversários nos contra-ataques e a ameaça que ofecerem em jogadas de bola parada.
“Eles defendem com cinco e são perigosos quando há espaços”, disse Deschamps.
O meia Rabiot elogiou a linha de quatro zagueiros com a qual a França tem jogado e reconheceu a força do ataque rival.
“Sabemos que eles têm qualidade. Vamos levá-los tão a sério quanto levamos Iraque e Noruega”, acrescentou o jogador do Milan.
O centroavante Alexander Isak é um dos destaques da Suécia, com três assistências e um gol neste Mundial. Os artilheiros da equipe são o atacante Anthony Elanga e o meia Yasin Ayari, com dois tentos cada um.
Ayari, do Brighton (Inglaterra), disse que a equipe está confiante. “Vamos precisar defender muito, mas também vamos conseguir criar chances contra eles. Acreditamos que podemos ser perigosos.”
O técnico inglês Graham Potter, que coman dou a equipe na estreia contundente contra a Tunísia (5 a 1), na derrota dura para a Holanda (também por 5 a 1) e no empate em 1 a 1 com o Japão, afirmou saber o que espera a seleção sueca. “Teremos que jogar como se nossas vidas dependessem disso”, disse.
A Suécia busca igualar sua melhor campanha em Copas, a fase de quartas de final alcançada no Mundial da Rússia, em 2018 –acabou eliminada pela Inglaterra.

