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Lula aposta em aumento do limite do MEI para reeleição

O governo Lula avalia uma proposta de ampliação do teto de faturamento dos Microempreendedores Individuais (MEIs), que passaria dos atuais R$ 81 mil para R$ 140 mil anuais. A medida, que impactaria cerca de 13 milhões de brasileiros, é vista como parte de uma estratégia eleitoral do governo para as eleições de outubro.

Durante o Live CNN desta terça-feira (30), o analista de Política Teo Cury destacou que a medida se soma a outras iniciativas com forte apelo popular já adotadas, como o fim da escala 6×1, a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, propostas relacionadas a combustíveis e o programa Desenrola.

“É uma tentativa do governo Lula de ampliar os produtos que ele vai apresentar nessa vitrine eleitoral até as eleições de outubro, em especial a partir de agosto, quando vai começar de fato a campanha eleitoral”, afirmou Cury.

Um dos aspectos centrais da medida é o seu potencial de reconectar Lula a um segmento específico do eleitorado: o trabalhador autônomo e o pequeno empreendedor. 

Clarissa Oliveira, também ao Live CNN, destacou que Lula construiu sua trajetória política com base no movimento sindical e na defesa da carteira assinada, o que teria gerado um distanciamento daquele trabalhador que, após ser demitido, optou por investir em um pequeno negócio próprio.

“Esse trabalhador perdeu conexão com aquele perfil petista tradicional e Lula quer ganhar de volta esse cara”, observou a analista. Ela lembrou que o movimento é semelhante ao que o governo já realizou junto a trabalhadores de aplicativos.

Com a ampliação do teto do MEI, o governo busca evitar que esses empreendedores sejam enquadrados em uma faixa de tributação mais elevada, ao mesmo tempo em que tenta aproximá-los politicamente, de olho nas intenções de voto para outubro.

Do ponto de vista tributário, segundo análises já apresentadas, a mudança no teto do MEI para R$ 140 mil anuais significaria que o governo deixaria de arrecadar cerca de R$ 50 bilhões. A proposta, embora considerada legítima diante do cenário inflacionário do país, levanta questões relevantes em um momento de aperto fiscal.

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