A Inglaterra venceu a República Democrática do Congo por 2 a 1 na tarde desta quarta-feira (1º), em Atlanta, pela fase de 32 da Copa do Mundo. O jogo mostrou dificuldades dos britânicos para vencer defesas bem prostradas, assim como já havia acontecido contra o Panamá.
Mas quem tem Harry Kane não pode ser descartado facilmente. Foram dele, o maior artilheiro inglês na história do torneio, os gols de empate e virada. Brian Cipenga fez o da República Democrática do Congo.
A Inglaterra enfrentará o México no próximo domingo (5), às 21h. O vencedor desta partida pegará nas quartas de final quem se sobressair entre Brasil e Noruega, no sábado (4).
Em campo, Kane juntou toda a equipe e pregou seriedade nas próximas partidas da Copa. “Celebrem essa vitoria com os fãs, nos vestiários, mas depois vamos ter que continuar”, disse.
Depois, os jogadores se juntaram em frente à torcida e passaram a cantar a música “Wonderwall”, de Oasis, junto aos fãs. Kane foi focado pelas imagens em trecho que diz que “talvez seja você quem vai me salvar”. Salvou.
À Fifa, ele disse que o segredo foi se manter paciente, apesar de os últimos jogos terem sido parecidos —ele considerou essa a melhor partida da Inglaterra no torneio.
“Vamos jogar fora contra o México. Estamos no torneio e queremos vencer, então temos que ganhar todos os jogos”, afirmou.
O técnico Thomas Tuchel elogiou a capacidade dos jogadores de perseverar apesar das dificuldades.
“A mesma coisa, mas a gente continua acreditando, tivemos o pior início possível e tomamos um gol na primeira oportunidade. (…) A gente venceu merecidamente, mas tivemos que trabalhar bastante”, disse.
Há ainda grande expectativa para o English Team nesta Copa do Mundo, apesar das escolhas de Thomas Tuchel, que deixou de fora jogadores como Cole Palmer e Phil Foden. A força estaria no grupo, segundo as justificativas dele, mas o time titular pareceu não ter se encontrado.
Djed Spence, por exemplo, sofreu bastante com os dribles insinuantes de Cipenga na lateral-direita. O lance do gol aconteceu aos seis minutos do primeiro tempo num aparente erro defensivo. Chancel Mbemba mandou a bola para o camisa 9, que dominou e chutou forte para vencer Jordan Pickford, embora a bola parecesse defensável.
Daí em diante, a Inglaterra tentou acordar. Aos 29, Jude Bellingham acertou bom cabeceio após cruzamento de Declan Rice, mas lá estava Lionel Mpasi para fazer a defesa. Seis minutos depois, Madueke cruzou para Rashford, e Wan-Bissaka salvou em cima da linha.
Aos 41, Wan-Bissaka cruzou boa bola para Wissa, que parecia solto para ampliar o placar para a República Democrática do Congo, mas acertou a trave. Caberia a Mpasi salvar ainda chutes de Bellingham e Harry Kane para finalizar a primeira etapa.
As mudanças de Tuchel ajudaram a mudar a dinâmica para os britânicos, que faziam pressão para vencer o ferrolho congolês. Saíram Madueke e Rashford, escolhido como pontas, para as entradas de Bukayo Saka e Anthony Gordon. Ele também tirou Spence e colocou Eberechi Eze para dar mais força ao setor ofensivo.
Kane conseguiu vencer Mpasi, que ainda tocou na bola cabecada pelo artilheiro, após cruzamento de Gordon aos 29. A partir daí, parecia que toda bola era da Inglaterra.
Aos 40, após defesa de Mpasi em chute forte de Bellingham, Gordon novamente encontrou Harry Kane, desta vez de costas para a zaga congolesa. O camisa 9 balançou três defensores, puxou para a direita e chutou forte de chapa. Dessa vez, o goleiro congolês não viu nem o cheiro.
Com o bom jogo, Harry Kane chegou aos 13 gols na história da Copa do Mundo, empatado com Just Fontaine, tendo ultrapassado Pelé. O Furacão, como é chamado pela semelhança de seu nome com a palavra “hurricane” (furacão em inglês), tem cinco nesta edição do torneio, igual a Erling Haaland, e atrás de Kylian Mbappé e Lionel Messi.

