No dia 23 de junho de 1998, a Seleção Brasileira estava a poucas horas de jogar em uma partida de futebol contra a Noruega durante a Copa do Mundo, na França. Na época, os brasileiros estavam na expectativa de conquistar o pentacampeonato, até que chegou uma notícia que abalou o cenário musical sertanejo do país: o cantor Leandro, que fazia dupla com Leonardo, havia acabado de morrer em um hospital de São Paulo.
O artista foi diagnosticado com câncer após sentir dores no peito durante uma viagem que realizou com amigos à sua fazenda, que fica localizada no estado do Tocantins. Nos dias que se passaram, ele continuou com os sintomas iniciais e, no dia 21 de abril de 1998, depois de fazer alguns exames, o cantor Leandro descobriu que estava com um tumor de Askin, um tipo de câncer raro e agressivo situado na parede torácica.
Para realizar o tratamento contra a doença, o artista se mudou para São Paulo, onde passou dois meses em um hospital, mas não resistiu e morreu no mesmo dia em que o Brasil venceu a Noruega com um placar de 2 a 1, no estádio de Marselha. Contudo, antes de sua partida, Leandro fez um pedido para que a mãe criasse uma instituição voltada ao tratamento de pacientes com câncer, e assim foi fundada a Casa de Apoio São Luiz, em Goiás.
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Leandro torcia pelo Brasil da varanda do hospital
Em uma participação de Leonardo no quadro “Ding Dong”, do “Domingão com Faustão”, que foi realizada seis dias antes de sua morte, a assessora da dupla, Ede Cury, revelou que Leandro estava animado para acompanhar a Copa do Mundo. A euforia era tanta que ele apareceu na varanda de seu apartamento, careca por conta da quimioterapia e enrolado em um manto verde e amarelo, fazendo referência ao Brasil.
“Ele me pediu por telefone uma bandeira pra poder assistir ao jogo. Tinha acabado de voltar [do hospital] e, naquele dia, tinha acabado de ficar careca. Mas eu falei que não iria comprar bandeira na rua porque teria que esterilizar. Aí improvisei um pano verde e amarelo que eu tinha em casa e levei para ele. Falei que os fotógrafos estavam lá embaixo e disse: ‘Sai lá fora, para eles poderem assistir ao jogo. Aí ele pegou a bandeira e foi pra varanda”, contou Ede Cury na época.
(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web em Oliberal.com)



