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Sespa reúne com membros da sociedade civil para debater o combate às hepatites virais

Encontro marcou três dias de atividade para melhorar o atendimento e o diagnóstico precoce em todo o Estado

O encontro teve o objetivo de alinhar estratégias de vigilância, prevenção, diagnóstico e manejo das hepatites, com foco na meta global de eliminação até 2030

O encontro teve o objetivo de alinhar estratégias de vigilância, prevenção, diagnóstico e manejo das hepatites, com foco na meta global de eliminação até 2030 /Foto: José Pantoja / Ascom Sespa

A programação do 6º Encontro dos Serviços de Atendimento Especializado (SAEs) em Hepatites Virais foi concluída nesta sexta-feira (19), em Belém, no auditório da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Com três dias de duração, a atividade do último dia ocorreu com a programação “Diálogos da Sociedade Civil, discutindo hepatites virais no Pará”.

Realizado pelas equipes técnicas do Departamento de Controle de Doenças Transmissíveis, por meio da Coordenação Estadual de Hepatites Virais (CEHV), e em parceria com a Coordenação Geral de Vigilância em Hepatites Virais do Ministério da Saúde, o encontro teve como tema “Prevenção Combinada: o Pará rumo à eliminação das hepatites virais” e teve como objetivo alinhar estratégias de vigilância, prevenção, diagnóstico e manejo clínico das hepatites virais, com foco na meta global de eliminação das hepatites B e C até 2030.

Além de atualizações sobre o cenário epidemiológico e pactuação de fluxos com os Serviços de Atenção Especializada (SAE), foi também debatido o mais recente Guia para Eliminação das Hepatites Virais no Brasil.

Durante a mesa de abertura, a coordenadora da CEHV da Sespa, Caroline Figueiredo, lembrou que a programação do evento ocorreu dias antes do mês temático da luta contra as hepatites virais e reforçou que a união entre governantes, academia, pesquisadores e organizações da sociedade civil são o pilar para alcançar os objetivos e as metas de eliminação.

“Nossa intenção é sempre intensificar as ações para simplificar o diagnóstico, ampliar testagens, estimular a busca ativa de casos diagnosticados e ainda não vinculados ao SUS, estimular a imunização para as hepatites A e B, fortalecer as linhas de cuidado, monitorar e divulgar os avanços do plano de eliminação”, elencou.

Jair Nunes, representante da sociedade civil e presidente do Grupo Para Valorização, Integração e Dignificação do Doente de Aids (Paravidda), reforçou a importância da participação popular na construção das políticas públicas: “Não adianta apenas acolher, é preciso fazer com que as pessoas compreendam e conheçam seus direitos. Não se constrói palestras ou workshops sobre HIV/Aids ou hepatites virais sem os protagonistas dessas histórias”, disse.

Também participaram como palestrantes do dia o farmacêutico Marcos Santos, integrante de Coordenação de IST/Aids da Sespa; Sâmela Galvão, coordenadora estadual de Saúde da Família, e Eliana Cordeiro dos Santos, da Divisão de Imunizações da Sespa.

As hepatites virais são inflamações do fígado que podem ser causadas por diferentes vírus, sendo as mais comuns as hepatites A, B, C, D e E. De notificação compulsória, essas doenças representam um desafio de saúde pública no Pará e no Brasil.

A programação do 6º Encontro dos Serviços de Atendimento Especializado (SAEs) em Hepatites Virais foi concluída nesta sexta-feira (19), em Belém, no auditório da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa)

A programação do 6º Encontro dos Serviços de Atendimento Especializado (SAEs) em Hepatites Virais foi concluída nesta sexta-feira (19), em Belém, no auditório da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) /Foto: José Pantoja / Ascom Sespa

O 6º Encontro dos Serviços de Atendimento Especializado (SAEs) em Hepatites Virais é um exemplo de como a Sespa atua nesse fluxo, ao reunir profissionais e lideranças para fortalecer o enfrentamento conjunto às hepatites virais e ao mesmo promover espaços de escuta, pactuação e compartilhamento de boas práticas.

No mês que vem, a Sespa intensificará as ações de testagem, vacinação e orientação durante a campanha “Julho Amarelo”. Nos demais meses do ano, as iniciativas incluem assessoria técnica aos municípios, participação em eventos e atividades educativas em unidades de saúde.

As estratégias recomendadas vão desde a realização de testes rápidos e atualização vacinal até ações de educação em saúde voltadas para populações-chave, como pessoas vivendo com HIV, usuários de álcool e outras drogas, população privada de liberdade, entre outros grupos vulneráveis.

Texto por:  Mozart Lira (SESPA)

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