Um homem de 42 anos, conhecido pelo apelido de “Piolho“, foi morto a tiros na noite do último sábado (20), na Rua Araguaia, no Bairro Novo Horizonte, Núcleo Cidade Nova, em Marabá, no sudeste do Pará. Durante o ataque, outras duas pessoas, um homem e uma mulher, também foram atingidas por disparos.
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De acordo com informações preliminares, as duas vítimas foram socorridas por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O estado de saúde delas não havia sido divulgado até a publicação desta reportagem.
Segundo relatos de testemunhas, os tiros começaram em frente à residência da vítima, localizada na Avenida 2000. O homem, que usava tornozeleira eletrônica, teria tentado fugir pela Rua Araguaia e se abrigado atrás de um poste de energia elétrica, mas foi alcançado pelos atiradores e morreu na calçada de um imóvel.
Moradores acionaram a Polícia Militar, porém os suspeitos fugiram antes da chegada das equipes. A área foi isolada para a realização da perícia, enquanto o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Marabá para exames de necropsia.
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da 21ª Seccional Urbana da Polícia Civil. Até o momento, a autoria e a motivação do crime não foram confirmadas.
Identificação da vítima
Informações que circulam nas redes sociais apontam que o homem assassinado seria Kelson Olegário dos Santos. Segundo informações publicadas pelo Portal Debate, ele possuía antecedentes relacionados ao tráfico de drogas e já havia sido alvo de operações policiais realizadas em Marabá.
Em agosto de 2011, ele foi preso durante a “Operação Piolho”, que investigava uma organização criminosa suspeita de comercializar pedras de óxi trazidas dos estados do Maranhão e Tocantins para revenda em Marabá. Na ocasião, outras oito pessoas também foram presas.
Em junho de 2014, voltou a ser preso durante a “Operação Sodoma”, realizada no município. Conforme os registros da época, a prisão ocorreu em uma casa de shows enquanto ele acompanhava uma partida da Copa do Mundo.
Já em setembro de 2020, Kelson foi novamente detido durante a segunda fase da “Operação Malinois”. Após o processo judicial, ele foi condenado e cumpriu pena no Complexo Penitenciário de Marabá.
A Redação Integrada do Grupo Liberal solicitou um posicionamento da Polícia Civil do Pará para confirmar oficialmente a identidade da vítima, informar se ela possuía antecedentes criminais e esclarecer se há suspeitos identificados ou linhas de investigação sobre o caso. Até a publicação desta reportagem, não houve retorno.




