Lance do atacante Vini Jr que teve gol anulado pela tecnologia vira meme e expõe árbitro mais uma vez/Foto-Imagens-Correio Braziliense.
anulação do segundo gol de Vinícius Júnior na vitória do Brasil sobre a Escócia, pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, conseguiu um feito raro: unir torcedores, dirigentes e até a empresa responsável pela tecnologia utilizada pelo árbitro de vídeo. O lance, que inicialmente parecia apenas mais uma polêmica de arbitragem, acabou produzindo um dos episódios mais curiosos da competição.
Aos 21 minutos do primeiro tempo, Vini Jr. roubou a bola do zagueiro Jack Hendry na entrada da área, avançou e marcou o que seria o segundo gol brasileiro. O árbitro mexicano César Ramos confirmou o lance, mas foi chamado pelo VAR para revisar uma suposta falta na disputa pela bola. Após alguns minutos de análise, voltou atrás e anulou o gol.
Explicação confusa
O problema não foi apenas a decisão. A explicação dada ao público no estádio e aos telespectadores foi considerada confusa, aumentando a sensação de que o protocolo do VAR acabou interferindo justamente numa jogada em que a interpretação do árbitro de campo havia sido clara.
A repercussão chegou rapidamente à Confederação Brasileira de Futebol. Em carta enviada à Fifa, o presidente da entidade, Samir Xaud, afirma que a intervenção “não parece alinhada com a filosofia adotada durante a competição”, baseada na preservação das decisões tomadas em campo e na utilização do VAR apenas diante de erros claros e evidentes.
Sem questionar a integridade da arbitragem, a CBF também lembrou que César Ramos já esteve envolvido em outro episódio controverso envolvendo a Seleção em uma Copa do Mundo, observando que a repetição de decisões importantes naturalmente desperta questionamentos entre torcedores e dirigentes.
“Foi gol do Vini…”
Mas o momento mais inusitado veio das redes sociais. A Hisense, fornecedora das telas e da tecnologia visual utilizada pelo sistema do VAR, publicou uma mensagem em tom de “nota oficial”, ironizando a decisão e embarcando na enxurrada de memes produzida pelos brasileiros. A manifestação rapidamente viralizou e mostrou que, desta vez, nem quem fornece a tecnologia conseguiu escapar da zoeira.
A ironia não muda o resultado da partida nem a decisão da arbitragem, mas expõe um velho dilema do futebol moderno: quanto mais tecnologia entra em campo para reduzir erros, maior parece ser a discussão sobre os limites de sua utilização.
Agora, porém, o debate dá lugar ao mata-mata. A partir de segunda-feira, diante do Japão, qualquer erro – da arbitragem ou da Seleção – pode custar muito mais caro. Na fase eliminatória, não existe segunda chance: quem perder embarca de volta para casa.
Papo Reto

•A sessão da Câmara de Bragança desta quarta-feira 25 expôs o desgaste da relação entre o prefeito Mário Júnior (foto) e parte dos vereadores. Nos bastidores, a avaliação é de que uma tentativa de avançar contra o vereador Neném encontrou resistência no Legislativo.
•Para completar o mau humor político, também não prosperou a proposta de autorização para um empréstimo de R$ 6 milhões defendida pelo Executivo municipal.
•O episódio reforça a percepção de que a base governista já não vota tão alinhada quanto no início da gestão. Em ano pré-eleitoral, cada derrota em plenário vale mais do que uma simples votação perdida.
•Após anos de treinamento e qualificação da equipe com investimentos em recursos humanos, equipamentos e em tecnologia, a Maternidade do Hospital Francisco Magalhães recebeu, ontem, em Castanhal, o certificado de Hospital Amigo da Criança.
•Conferida pelo Unicef e entregue pelo Ministério da Saúde, trata-se do reconhecimento à excelência no atendimento materno-infantil, promoção do aleitamento materno e compromisso com o cuidado humanizado.
•Ano passado, o HFM realizou 4.222 partos, média de 351 procedimentos a cada 30 dias. É a primeira vez que um hospital do Nordeste paraense recebe a honraria Amigo da Criança.
•O Tribunal Superior Eleitoral concluiu o julgamento do agravo regimental no Recurso Ordinário Eleitoral e, por cinco votos a dois, manteve a decisão favorável à chapa do PL, encerrando o processo que discutia uma suposta fraude à cota de gênero nas eleições de 2022.
•A maioria da Corte acompanhou o voto do relator, ministro André Mendonça, e negou provimento ao recurso, preservando a decisão anteriormente proferida no processo.
•O julgamento tratava de uma ação que questionava o cumprimento da cota mínima de candidaturas femininas prevista na legislação eleitoral.

