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Alexandre Buchacra retorna ao TRE-PA e reforça a influência do MDB no Eleitoral

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retorno do advogado Alexandre Buchacra ao Tribunal Regional Eleitoral do Pará pela terceira vez na vaga destinada à advocacia, vai muito além da mera recomposição da Corte. Nos bastidores da política e do meio jurídico, a leitura é praticamente unânime: a escolha reafirma a força do MDB sobre um dos espaços institucionais mais relevantes do Estado e evidencia quem, hoje, desfruta de maior prestígio no núcleo de confiança do grupo político liderado pela família Barbalho.

 

Na decisão entre a tradição representada pelo sobrenome Guedes e a fidelidade política de Buchacra, ex-governador não hesitou/Fotos: Divulgação.

Buchacra ocupará a vaga anteriormente exercida pelo advogado Rafael Fecury. A nomeação ocorre dentro do rito constitucional de formação da lista tríplice pelos desembargadores do Tribunal de Justiça, seguida da escolha final pelo presidente da República.

Embora o processo seja formalmente técnico, o componente político jamais passa despercebido. Afinal, as cadeiras reservadas à classe dos juristas no TRE sempre despertam interesse dos principais grupos partidários, sobretudo em um Estado onde as disputas eleitorais costumam ser intensas.

A opção do MDB

Entre os nomes cogitados nos bastidores figurava também o advogado Marcelo Guedes. Entretanto, a avaliação predominante é que os Barbalho decidiram prestigiar Alexandre Buchacra.

A decisão é interpretada como um recado eloquente dentro do próprio campo político. Marcelo Guedes continua sendo lembrado pela histórica relação construída por seu pai, o saudoso Hamilton Guedes, com a família Barbalho. O respeito ao legado permanece, mas interlocutores próximos ao governo observam que o capital político herdado já não possui o mesmo peso nas decisões atuais.

Buchacra, por sua vez, construiu uma trajetória distinta. Ao longo dos anos tornou-se presença constante em causas de interesse do MDB e consolidou a imagem de advogado de confiança do grupo político, atuando tanto na esfera jurídica quanto na articulação institucional.

Lealdade premiada

Entre políticos, advogados e integrantes do Judiciário, a percepção é que a escolha recompensa uma relação de fidelidade construída ao longo de muitos anos. Não por acaso, Buchacra costuma ser descrito nos bastidores como um dos principais “soldados jurídico-políticos” do MDB paraense, expressão utilizada para definir profissionais que, além da atuação técnica, participam da estratégia institucional e eleitoral do partido.

Sua passagem por órgãos da administração estadual, como a presidência da Fundação de Apoio para o Desenvolvimento da Educação Paraense (Fadep), também ampliou sua interlocução dentro da estrutura governamental. 

De olho em 2026

A composição do Tribunal Regional Eleitoral ganha importância ainda maior diante do cenário político de 2026, quando o Pará viverá uma das eleições mais disputadas de sua história recente. Embora os magistrados da classe dos juristas tenham atuação estritamente vinculada à Constituição e à legislação eleitoral, suas escolhas sempre carregam simbolismo político.

No caso de Alexandre Buchacra, o simbolismo parece evidente. Sua volta ao TRE é interpretada menos como um reconhecimento exclusivamente profissional e mais como uma demonstração de que, dentro do MDB, continua prevalecendo a confiança construída na militância jurídica e política do partido.

Nos corredores dos tribunais e dos gabinetes, a conclusão é praticamente a mesma: quando chegou a hora de decidir entre a tradição representada pelo sobrenome Guedes e a fidelidade política construída por Buchacra, os Barbalho não hesitaram. O MDB escolheu aquele que considera um de seus mais sólidos quadros jurídicos.

Papo Reto

Após a eliminação do Paraguai para a França na Copa do Mundo, a senadora paraguaia Celeste Amarilla publicou ofensas de cunho racista contra Kylian Mbappé (foto). 

•A parlamentar afirmou que “em vez de leite materno, Mbappé tomava coco” e que “a coisa mais educada que ouviu foram chimpanzés”. 

Kylian Mbappé respondeu às declarações da senadora paraguaia, classificando a parlamentar como “desprezível” e “indigna” do cargo. 

•Atacante francês afirmou que não permitirá que pessoas como ela propaguem ódio e racismo pelo mundo. 

Encerrada a campanha portuguesa na Copa, vale acompanhar outro jogo que movimenta o país: o da política.

•Se, dentro de campo, infelizmente, a vitória do Brasil contra a Noruega não veio, fora dele restou uma importante lição: a necessidade de se fazer escolhas corretas. 

Todos sabem que Brasil e Noruega são ricos em recursos naturais, mas fizeram escolhas muito diferentes e hoje colhem o que semearam. 

•Enquanto um norueguês já nasce com um patrimônio equivalente a mais de US$400 mil, cada brasileiro já nasce devendo, em média, cerca de R$50 mil da dívida pública. 

O farto petróleo não fez a Noruega rica, mas a decisão de transformá-lo em uma riqueza temporária em patrimônio para as próximas gerações, sim. 

•A Venezuela mostra que recursos naturais, sozinhos, não garantem desenvolvimento de ninguém, pois a maior riqueza de um país não está debaixo da terra, está na forma como ele administra o que tem.

Eduardo Girão atribuiu a eliminação do Brasil na Copa a problemas que, segundo ele, vão além do futebol. O senador criticou as bets, a escolha de Carlo Ancelotti e a atuação de Neymar.

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