A taxa de analfabetismo no Pará caiu de 8,7% para 6,2% entre 2016 e 2025. No mesmo período, a população passou de 8,5 para 9,7 anos de estudo em média, enquanto o percentual de jovens que não estudam nem trabalham recuou de 27,1% para 20,8%. Os dados são da PNAD Contínua Educação 2025 e mostram uma mudança importante no cenário educacional paraense.
Os números surgem em meio a uma das maiores ondas de investimentos já realizadas na educação pública estadual. Desde 2019, o Pará entregou 202 escolas e creches, sendo 178 escolas e 24 creches, além de manter mais de 325 obras em andamento em diferentes regiões do Estado.
Os investimentos na rede pública já ultrapassam R$ 1,24 bilhão. O volume de recursos financia a construção e reconstrução de unidades de ensino, ampliação de vagas, modernização de estruturas e implantação de novos espaços educacionais.


A expansão da rede também avança na educação infantil. Por meio do programa Creches Por Todo o Pará, o Estado já entregou 24 unidades e beneficia cerca de 4,8 mil famílias. A iniciativa prevê investimentos superiores a R$ 470 milhões para ampliar o atendimento em dezenas de municípios.
Além da infraestrutura, a tecnologia passou a ocupar espaço central na estratégia educacional. O programa Conecta Educação distribuiu 36 mil chromebooks para estudantes e 17,5 mil para professores, além de instalar internet via satélite em 1.650 escolas e anexos rurais, ampliando o acesso à conectividade em áreas antes isoladas.
Os investimentos também chegaram às salas de inovação. Os Centros de Inovação e Sustentabilidade da Educação Básica (Ciseb) passaram a oferecer atividades ligadas à robótica, inteligência artificial, programação e cultura maker, aproximando estudantes das novas tecnologias.
Outro indicador frequentemente citado pelo Governo do Estado é o avanço no Ideb, onde o Pará saltou da 26ª para a 6ª colocação nacional, resultado associado à ampliação da infraestrutura, ao fortalecimento pedagógico e à valorização dos profissionais da educação.
Atualmente, o Estado paga o segundo maior salário inicial para professores do Brasil, com remuneração de R$ 8.289,89, além de vale-alimentação de R$ 1,5 mil. Também mantém programas de bonificação voltados ao desempenho das escolas e dos profissionais da rede.
Embora desafios históricos ainda permaneçam, principalmente em regiões mais afastadas e entre populações vulneráveis, os dados da PNAD mostram que indicadores importantes da educação paraense avançaram nos últimos anos. E os números dos investimentos ajudam a explicar por que essa transformação passou a aparecer também nas estatísticas.
5 DADOS QUE CHAMAM ATENÇÃO NA EDUCAÇÃO DO PARÁ
✔ O analfabetismo caiu de 8,7% para 6,2%
✔ A média de estudo subiu de 8,5 para 9,7 anos
✔ O percentual de jovens sem estudar e sem trabalhar caiu de 27,1% para 20,8%
✔ Mais de 89% dos alunos do ensino básico estão na rede pública
✔ O Pará saltou da 26ª para a 6ª posição no Ideb


OS NÚMEROS QUE ESTÃO MUDANDO A EDUCAÇÃO NO PARÁ
📊 Analfabetismo em queda
A taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais caiu de 8,7% em 2016 para 6,2% em 2025 no Pará. O recuo acompanha uma tendência nacional de melhora no acesso à educação e representa uma das reduções mais significativas registradas no período.
📊 Mais anos dentro da escola
A escolaridade média dos paraenses passou de 8,5 anos para 9,7 anos de estudo entre 2016 e 2025. O avanço mostra que mais pessoas estão permanecendo por mais tempo na escola e concluindo etapas educacionais que antes eram interrompidas precocemente.
📊 Menos jovens sem estudar e sem trabalhar
Em 2019, o Pará tinha 27,1% dos jovens entre 15 e 29 anos sem trabalho e fora da escola. Em 2025, esse percentual caiu para 20,8%, uma redução de 6,3 pontos percentuais em seis anos.
📊 Escola pública domina a educação básica
Mais de 89% dos estudantes do Ensino Fundamental e Médio estudam na rede pública de ensino no Pará. A predominância também aparece na educação infantil, onde a participação da rede pública supera 86%.
📊 Ensino superior ainda é desafio
Enquanto a rede pública concentra a maior parte dos alunos da educação básica, a situação se inverte na graduação. Segundo a PNAD, 73,4% dos estudantes do ensino superior estão na rede privada, mostrando que o acesso à universidade ainda depende fortemente da oferta particular.
📊 Desigualdade ainda aparece nos indicadores
A taxa de analfabetismo entre pessoas pretas e pardas no Pará é de 6,8%, enquanto entre brancos o índice é de 3,8%. Apesar da diferença, a distância entre os grupos diminuiu ao longo dos últimos anos.



