comércio de Belém e da Região Metropolitana vem enfrentando um cenário crescente de insegurança que já ultrapassa a esfera policial e começa a impactar diretamente a atividade econômica. Relatos de extorsão, ameaças e ataques a estabelecimentos têm se multiplicado em diferentes bairros, atingindo principalmente pequenos e médios empreendedores.

Em alguns casos, comerciantes relatam fechamento de lojas, mudança de endereço ou interrupção definitiva das atividades diante da pressão exercida por grupos criminosos. A dinâmica, que se espalha de forma silenciosa, altera a rotina de ruas inteiras e reduz a circulação em áreas comerciais tradicionais.
Violência vira custo
Além dos episódios mais graves, como disparos contra estabelecimentos após recusa a cobranças ilegais, comerciantes apontam que a insegurança passou a fazer parte do custo fixo dos negócios. Investimentos em grades, câmeras, vigilância privada e mudanças operacionais se tornaram comuns em diversas regiões da capital.
O fenômeno também afeta a confiança do consumidor, que tende a evitar horários e áreas consideradas mais vulneráveis, provocando queda de movimento e perda de faturamento.
Expansão e capilaridade
Casos recentes registrados na Região Metropolitana indicam a atuação de grupos organizados em diferentes modalidades de crime contra o comércio, incluindo extorsão mediante ameaça e intimidação de proprietários. Em alguns episódios, a recusa em pagar exigências ilegais resultou em ataques a estabelecimentos, elevando o nível de tensão entre empresários.
Órgãos de segurança pública têm intensificado operações em áreas críticas e afirmam que investigações buscam desarticular estruturas criminosas responsáveis por esses delitos.
Presente, mas ausente
Apesar de ações policiais e operações integradas, a percepção entre comerciantes é de que o problema se espalha mais rapidamente do que as respostas institucionais. A distância entre a redução de indicadores oficiais de violência e a sensação cotidiana de insegurança alimenta um descompasso que se reflete diretamente na economia local.
O resultado é um ambiente de incerteza que afeta decisões de investimento, contratação e expansão de negócios. Em áreas mais atingidas, o comércio perde vitalidade e dá lugar a imóveis fechados ou atividades reduzidas. No fim, o impacto não se limita às vítimas diretas das ameaças. Ele se estende à dinâmica urbana, ao emprego e à circulação de renda, redesenhando silenciosamente o mapa econômico da capital paraense – rua por rua, loja por loja.
Papo Reto

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•Seis anos depois, a Justiça Federal tornou definitiva a absolvição dos organizadores do Facada Fest. O inquérito havia sido autorizado por Sérgio Moro em 2020, sob suspeita de crimes contra a honra de Jair Bolsonaro e apologia à violência.
•A curadora Rosely Nakagawa ministra palestra neste sábado, 27, dentro da programação da exposição “Trabalhadores”, de Sebastião Salgado, no Centro Cultural Banco da Amazônia. A atividade é gratuita, mas as vagas são limitadas.
•Se depender da equipe econômica, Polícia Federal e PRF terão de esperar. Faltam recursos para novas aeronaves, câmeras e até para os preparativos da Copa do Mundo Feminina. Nem toda operação decola.
•A Receita Federal já dispõe de sistemas de inteligência artificial capazes de cruzar informações bancárias, patrimoniais e fiscais em escala inédita. O Leão continua sem asas, mas ganhou supercomputador.
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