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Braço robótico inspirado em polvo consegue agarrar objetos

Pesquisadores do Instituto Italiano de Tecnologia (IIT) desenvolveram um braço robótico inspirado nos tentáculos de polvos capaz de detectar contato, avaliar a força necessária e agarrar objetos de forma autônoma.

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A tecnologia, que incorpora sensores táteis diretamente nas ventosas artificiais, permite que o robô “tome decisões” e adapte seus movimentos em tempo real, inclusive em ambientes aquáticos. O estudo foi publicado na revista científica Nature Machine Intelligence.

Para quem tem pressa:

  • Pesquisadores do Instituto Italiano de Tecnologia (IIT) criaram um braço robótico inspirado nos tentáculos de polvos, que conseguem agir de forma parcialmente autônoma graças à distribuição de “neurônios” ao longo dos tentáculos;
  • O robô usa ventosas artificiais com sensores de luz que detectam contato e deformações. Essas mudanças permitem identificar intensidade e direção da força, ajudando o sistema a ajustar automaticamente a pegada sem depender de um controle central.

A inspiração não é apenas visual

Crédito: Victor1153 – Shutterstock

A inspiração nos polvos e seus tentáculos vai além do formato ou do aspecto visual do braço robótico. Ela também está relacionada à forma como esses animais e seus membros interagem com o ambiente. Os tentáculos dos polvos possuem uma grande concentração de neurônios distribuídos ao longo de sua estrutura, o que permite que realizem movimentos e respostas de forma parcialmente autônoma.

Com essa ideia, o novo braço-robô foi projetado para reproduzir essa lógica biológica. Em vez de depender exclusivamente de um sistema central para processar informações e definir cada movimento, o dispositivo conta com sensores integrados às suas ventosas artificiais, capazes de identificar o contato com objetos e acionar respostas automáticas.

Cada uma das ventosas artificiais possui um sistema independente parecido com um “anel de luz”. Quando a estrutura entra em contato com um objeto, a deformação causada pelo toque altera a reflexão de luz no interior da ventosa. Essas mudanças são interpretadas pelos sensores, que conseguem determinar não apenas o contato, mas também informações como o peso e a necessidade de força para captar o objeto, além da direção em que é necessário que a força seja feita.


A partir desses dados, o braço consegue ajustar sua aderência, aumentando ou reduzindo a força utilizada conforme a necessidade. Isso permite que ele manipule objetos de diferentes formatos e superfícies, além de reagir rapidamente a mudanças durante a interação.

O protótipo desenvolvido pelos pesquisadores possui cerca de 40 centímetros de comprimento e é equipado com 10 ventosas artificiais distribuídas ao longo de um dos lados da estrutura. Nos testes realizados pela equipe, o sistema foi capaz de identificar e agarrar diferentes tipos de objetos, mesmo submerso.

Segundo os pesquisadores, a tecnologia ainda está em desenvolvimento e, por enquanto, só consegue pegar objetos leves. Com o seu desenvolvimento, é possível que o dispositivo seja aplicado em áreas como exploração oceânica, monitoramento ambiental e pesquisas científicas marinhas. O sistema também pode auxiliar na coleta de organismos delicados e amostras biológicas, atividades que exigem um alto nível de precisão.


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