InícioesporteCopa: EUA tentam confirmar favoritismo contra a Bósnia - 30/06/2026 - Esporte

Copa: EUA tentam confirmar favoritismo contra a Bósnia – 30/06/2026 – Esporte

Os Estados Unidos fizeram a primeira fase que esperavam nesta Copa do Mundo. Venceram Paraguai e Austrália, asseguraram a liderança do Grupo D antes da rodada final e aproveitaram para poupar parte dos titulares na derrota Turquia. O cenário muda nesta quarta-feira (1º), às 21h (de Brasília).

Em San Francisco, a seleção de Mauricio Pochettino encara a Bósnia e Herzegovina pela fase dos 32. Pela primeira vez no torneio, entra em campo sabendo que uma atuação abaixo do esperado encerra a campanha.

O treinador argentino afirma que o Mundial já produziu efeitos fora das quatro linhas. Em entrevista ao Telegraph, disse nunca ter visto uma mobilização semelhante em torno da seleção americana.

“Até agora, eu nunca tinha ouvido falar ou visto os torcedores se comportarem dessa maneira. Eu estava dizendo aos rapazes que o país está despertando, começando a amar e sentir a paixão pelo futebol. O potencial é enorme.”

A declaração ajuda a explicar o ambiente criado em torno da equipe. A Copa disputada em casa era tratada como oportunidade para recolocar os Estados Unidos entre as principais seleções do torneio. A liderança do grupo atendeu ao planejamento inicial. A partir de agora, a expectativa passa a ser medida apenas pelo resultado.

Christian Pulisic volta a ficar 100% à disposição depois de ter minutos reduzidos contra a Turquia por causa de um problema na panturrilha. Ao lado de Folarin Balogun, Weston McKennie, e Tyler Adams, forma a base de um time que atravessou a fase de grupos sem maiores sobressaltos. O camisa 10 afirmou que está preparado para atuar durante os 90 minutos ou até uma eventual prorrogação.

O discurso dentro do elenco, porém, está longe da euforia. Capitão da equipe, Tim Ream evitou tratar a Bósnia como uma zebra. “Eles são um time difícil de enfrentar e estão na Copa por um motivo. Temos de esperar o inesperado.”

A advertência tem explicação. A Bósnia construiu sua campanha jogando de uma forma diferente da maioria das seleções que seguem vivas no torneio. Costuma entregar a posse de bola ao adversário, concentra a marcação perto da própria área e procura acelerar as jogadas quando recupera a bola.

Edin Džeko continua sendo a principal referência desse modelo. Aos 40 anos, o atacante lidera um grupo que mistura experiência e juventude, ao lado de Ermedin Demirović, Kerim Alajbegović e do goleiro Nikola Vasilj.

A classificação também consolidou uma evolução iniciada antes da Copa. Nas Eliminatórias, a Bósnia tirou a vaga da Itália e voltou ao Mundial apoiada em uma geração formada, em boa parte, nos principais campeonatos europeus. A campanha nos EUA reforçou a imagem de uma equipe confortável em partidas de poucos espaços e poucas oportunidades.

Os americanos dedicaram parte dos últimos treinamentos às cobranças de pênalti. Depois das disputas que classificaram Paraguai e Marrocos, Pulisic disse que o grupo trabalhou esse cenário e garantiu confiança.

Será o primeiro confronto entre EUA e Bósnia em uma competição oficial. Os três encontros anteriores aconteceram em amistosos, com duas vitórias americanas e uma bósnia.

A arbitragem ficará a cargo de Raphael Claus. O paulista fará seu segundo jogo nesta Copa do Mundo depois de dirigir a vitória da Espanha por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita, ainda pela fase de grupos. Integrante do quadro da Fifa desde 2015, Claus participa de seu segundo Mundial como árbitro principal. Em 2022, ele trabalhou em duas partidas.

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