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Crise na saúde de Belém atinge rede pediátrica do SUS e paralisa Pio XII

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m dos mais tradicionais hospitais pediátricos de Belém, o Hospital Pio XII – Clínica Pediátrica de Belém -, passou a atender em regime de contingência, restringindo o atendimento exclusivamente aos casos graves. A medida, segundo apuração junto à clínica, foi adotada diante da grave situação financeira enfrentada pela instituição, que presta atendimento exclusivamente ao Sistema Único de Saúde.

 

Além do hospital, outros conveniados ao SUS em Belém vêm relatando casos de inadimplência da prefeitura ao longo deste ano/Fotos: Divulgação.

De acordo com uma fonte ligada ao hospital, a Prefeitura de Belém está com os repasses pelos serviços prestados em atraso desde abril, apesar de os recursos federais destinados ao custeio desses atendimentos já terem sido transferidos pelo Ministério da Saúde ao município.

Pressão na rede pública 

A situação compromete o funcionamento da unidade e amplia a pressão sobre uma rede pública que já enfrenta dificuldades para absorver a demanda por atendimento infantil. O caso da pediatria evidencia um cenário considerado preocupante na saúde municipal. Além das dificuldades enfrentadas pelos prestadores conveniados ao SUS, Belém sequer dispõe de um hospital pediátrico próprio, fazendo com que a assistência às crianças dependa, em grande parte, de instituições privadas contratualizadas para garantir o atendimento à população.

Exclusividade do SUS

Fundado em 16 de fevereiro de 1973, o Hospital Pio XII, também conhecido como Clínica das Crianças, acumula mais de cinco décadas de atuação em Belém. Ao longo de sua história, consolidou-se como uma das principais referências em urgência pediátrica voltada ao SUS na capital paraense, prestando assistência médico-hospitalar especializada exclusivamente a pacientes da rede pública.

 Saúde em perigo 

A situação do Hospital Pio XII não é um episódio isolado. Outros prestadores conveniados ao SUS em Belém também vêm relatando ao longo deste primeiro semestre de 2026 dificuldades provocadas por atrasos nos repasses municipais, cenário que tem levado à redução de serviços, restrições de atendimento e crescente preocupação quanto à continuidade da assistência à população.

As ocorrências reforçam os questionamentos sobre a gestão dos recursos da saúde e os impactos diretos na rede conveniada responsável por atender milhares de usuários do SUS na capital. A Prefeitura de Belém, por outro lado, anunciou na televisão uma super campanha de limpeza e asfalto pelos bairros de Belém, mas, sobre saúde, nenhum pio foi dito.

Papo Reto

Um protesto de caminhoneiros contra as restrições de operações ao longo da BR-316 sob gestão do Estado ajudou a complicar o tráfego de entrada e saída de Belém. O movimento cobra a instalação de “pontos de apoio” na rodovia.

•Depois da chuva de críticas nas redes e da movimentação parlamentar, a CazéTV anunciou mudanças na divulgação de bets. 

Promete, daqui em diante, uma abordagem mais “conservadora”. Nas apostas, pelo visto, resolveu jogar na defesa. 

•O Conar determinou a suspensão de propagandas de apostas esportivas exibidas pela CazéTV durante a Copa do Mundo de Clubes. A publicidade, desta vez, saiu antes do apito final. 

Luciano Amaral acionou o MPF após um e-mail mencionar contatos com conselheiros do Cade para reverter uma decisão. 

•O parlamentar pede apuração de possível tráfico de influência e outros crimes na disputa envolvendo o Futebol Forte União. Fora de campo, a marcação parece cerrada. 

A pouco mais de três meses do primeiro turno, a sucessão presidencial entra na fase em que qualquer tropeço pesa na tabela. Voto cristalizado, economia, segurança, investigações, guerra digital e palanques estaduais estão entre os dez fatores que podem testar Lula, Flávio Bolsonaro e os demais pré-candidatos na reta final. 

•A cem dias da eleição, ao menos 45 deputados federais já aparecem como pré-candidatos ao Senado. O PL lidera a fila, com 14 nomes, seguido por PP e PT. Como serão renovadas 54 das 81 cadeiras, governo e oposição sabem que esse jogo vale maioria. 

O TSE lançou o Manual do Eleitor para orientar a votação nas eleições de 2026. A cobertura também ganhou reforço com um guia do Ministério Público Eleitoral destinado a jornalistas. Nas urnas e nas redações, ninguém poderá alegar falta de instrução. 

•A Câmara Federal retoma as votações com uma pauta digna dos tempos modernos: reconhecimento facial, inteligência artificial e saúde. 

Entre os projetos, estão a criminalização do uso de IA em violência contra mulheres e a autorização de câmeras capazes de reconhecer rostos em espaços públicos. A tecnologia já chegou; falta saber com quais freios. 

•Depois de completar, no domingo, um mês imóvel no Senado, a PEC do fim da escala 6×1 ensaia sair do repouso. Davi Alcolumbre receberá governo, parlamentares e centrais sindicais, enquanto o Plenário debate a jornada de 40 horas.

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