InícioentretenimentoMackenzie Shirilla: Suprema Corte nega recurso e mantém condenação

Mackenzie Shirilla: Suprema Corte nega recurso e mantém condenação

A norte-americana Mackenzie Shirilla, de 21 anos, sofreu mais uma derrota judicial e continuará presa após a Suprema Corte de Ohio rejeitar analisar seu recurso contra a condenação por um acidente que matou duas pessoas em 2022.

A decisão mantém a sentença imposta em 2023, quando Mackenzie foi condenada a duas penas simultâneas de 15 anos à prisão perpétua pela morte do namorado, Dominic Russo, de 20 anos, e do amigo dele, Davion Flanagan, de 19.

O caso que chocou os Estados Unidos

O caso ganhou repercussão internacional após os promotores sustentarem que a jovem jogou propositalmente o carro contra uma parede de tijolos em Strongsville, no estado de Ohio, atingindo velocidade próxima de 160 km/h segundos antes da colisão.

Segundo a investigação, informações do veículo mostraram que o acelerador permaneceu pressionado até o momento do impacto e que os freios não foram acionados nos cinco segundos finais antes da batida.

Defesa e condenação mantida

A defesa de Mackenzie tentou reverter a condenação alegando que ela sofria de uma condição médica pré-existente que poderia ter provocado perda de consciência ao volante. No entanto, os tribunais rejeitaram os argumentos apresentados.

Com a nova decisão da Suprema Corte de Ohio, considerada a última instância estadual, a condenação permanece inalterada.

Atualmente, Mackenzie cumpre pena no Reformatório Feminino de Ohio, na cidade de Marysville. Ela poderá solicitar liberdade condicional apenas em outubro de 2037, quando terá 33 anos.

Documentário e repercussão

O caso voltou aos holofotes recentemente após ser retratado no documentário “The Crash” (Colisão: Acidente ou Homicídio), lançado pela Netflix. A produção revisita as investigações, o julgamento e as controvérsias envolvendo a tragédia que chocou os Estados Unidos.

Em gravações telefônicas feitas da prisão e divulgadas pela imprensa americana, Mackenzie chegou a afirmar que não precisava ser reabilitada e se descreveu como a “terceira vítima” do acidente.

Mesmo após diversas tentativas de recurso, a Justiça americana entende que as provas apresentadas pelos promotores sustentam a condenação por homicídio.

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