Em 2022, o advogado Alan Belaciano desembolsou recursos superiores a R$ 395 mil para adquirir equipamentos de uma academia instalada na residência de Flávio Bolsonaro em Brasília e para comprar um relógio de ouro branco Rolex, modelo que custou R$ 305 mil, conforme apuração da denúncia que analisa possíveis irregularidades no financiamento de bens particulares por intermédio de supostos custeios de empresários e amigos, fato que já acionou a Justiça Federal do Distrito Federal.
Contexto Institucional e Evidências Financeiras da Apuração
A investigação conduzida pelo repórter Alexandre Santini, ex-sócio de Flávio em uma franquia de chocolates suspeita de lavagem de dinheiro, identificou pagamentos feitos por Alan Belaciano, advogado especializado em direito eleitoral, que cobriu despesas superiores a R$ 90 mil com equipamentos da academia da residência do senador e R$ 305 mil pela aquisição do relógio Rolex em fevereiro de 2022, valores que foram transferidos por meio de contas vinculadas a terceiros e levantados em documentos bancários apreendidos durante a operação policial.
Conforme o dossiê obtido por Santini, as transações ocorreram num período de intensas pressões políticas em torno da campanha eleitoral de 2022, e contam com registros financeiros que apontam movimentações atípicas entre contas ligadas ao círculo próximo do político, configurando possível indício de uso de recursos privados para fins pessoais sob a égide da imagem pública do parlamentar.
Mais de R$ 395 mil foram gastos em equipamentos de academia e um relógio Rolex adquirido em fevereiro de 2022, valores que configuram possíveis indícios de lavagem de dinheiro segundo denúncia da Justiça Federal.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Políticos
A denúncia formalizada junto à 17ª Vara Federal do Distrito Federal está sob análise do magistrado plantonista e requer a produção de provas periciais para comprovar ou afastar a existência de fluxo irregular de recursos, enquanto Flávio Bolsonaro mantém postura defensiva, negando qualquer participação em festas com mulheres do sexo profissional ou envolvimento direto no custeio das despesas pela empresa ou por amigos próximos.
Com o calendário eleitoral já fechado e sem possibilidade imediata de abertura de novo inquérito, o caso deve seguir como objeto de eventual julgamento na instância recursal ou ser absorvido por eventual ação direta de inconstitucionalidade, mantendo-se como ponto crítico para a trajetória política do senador nos próximos meses.



