O repórter Guilherme Gonçalves, da Record, foi alvo de agressão física durante a cobertura de um caso de feminicídio em Rifaina, no interior de São Paulo. O incidente foi transmitido pelo programa Cidade Alerta na segunda-feira (2/11) e gerou forte repercussão no estúdio.
A equipe investigava a morte de um pecuarista que havia assassinado a ex-namorada, de 24 anos. Uma mulher, identificada como familiar do homem, se aproximou dos jornalistas e exigiu que as câmeras fossem retiradas do local.
Segundo a reportagem, Guilherme explicou que a equipe estava em uma estrada, fora dos limites da propriedade particular. A mulher, no entanto, ignorou a justificativa e declarou: “Não interessa! Isso aqui é pertence da minha tia. Eu não quero, tira isso daqui!”.
Em seguida, a mulher agarrou o microfone e desferiu um soco no repórter. Mesmo após a agressão, ela permaneceu exaltada e fez uma declaração ofensiva sobre a vítima do feminicídio, dizendo: “Na hora que a vagabunda estava lá…”, sem concluir a frase. O jornalista pediu para que ela repetisse a afirmação diante das câmeras, mas ela entrou em um carro e saiu do local.
Ao analisar as imagens no estúdio, Reinaldo Gottino saiu em defesa do colega e destacou que o repórter tinha o direito de permanecer na via pública. “Não é bem assim do jeito que ela está falando. O repórter está na estrada, do lado de fora, e ela falou: ‘Não interessa’. Interessa sim, ele não está invadindo a propriedade”, afirmou o apresentador.



