Na Arena MRV, palco da decisão pela Copa do Brasil, Ruan Tressoldi, do Atlético-MG, omitiu o gesto de fair play ao não cumprimentar Kaio Jorge, do Cruzeiro, antes do início da partida desta terça-feira (1º/9), em clima de tensão acirrada originada de uma entrada violenta ocorrida na ida, em 25 de agosto, que provocou queda com impacto na cabeça e pescoço do atleta mineiro e sua substituição imediata após protocolo de concussão.
Contexto Esportivo e Apuração dos Fatos
A ausência do cumprimento ritualístico entre os atletas, registrada por múltiplas televisões presentes ao local e documentada por imagens em alta definição, configura episódio de desrespeito protocolar em pleno aquecimento pré-competitivo, fato este que se insere no quadro mais amplo de um duelo que já carregou forte carga simbólica após a violência física durante a partida de ida. A entrada de Kaio Jorge, que cruzou o corpo de Ruan com o joelho em movimento ascendente e sem contenção técnica, resultou em traumatismo direto à região cervical e à cabeça, sendo diagnosticado como síndrome concussiva moderada por equipe médica do Atlético-MG, conforme laudo oficial divulgado horas após o incidente.
Nos dias subsequentes ao confronto no Mineirão — onde o placar final foi 1 x 1 e o jogo transitou sob forte comoção da torcida cruzeira —, o caso ganhou visibilidade nacional ao circular nas redes sociais e ser reforçado por relatos de colegas de elenco, gerando debate sobre os limites da competitividade agressiva no futebol brasileiro e a necessidade de mecanismos mais rigorosos de proteção aos atletas.
O duelo decisivo em 1º de setembro define a vaga na semifinal da Copa do Brasil, com prêmio de R$ 2 milhões para o vencedor.



