Um estudo publicado em 19 de agosto no Journal of the American Geriatrics Society revelou que, entre adultos com 65 anos ou mais, a circunferência abdominal superior a 40 polegadas para homens e 35 polegadas para mulheres correlaciona-se a 24% maior risco de morte prematura, mesmo após ajuste por índice de massa corporal, enquanto indivíduos com sobrepeso (IMC entre 25 e 29,9) apresentaram redução de 46% no risco de óbito em homens e 27% em mulheres.
Contexto Científico e Metodológico da Pesquisa
A pesquisa, financiada pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos e publicada no prestigiado Journal of the American Geriatrics Society, analisou dados longitudinais de quase 7.000 adultos com idade igual ou superior a 65 anos, acompanhados por até 14 anos em um estudo representativo nacional.
A investigação examinou duas variáveis antropométricas: o índice de massa corporal (IMC), categorizado conforme os critérios da O rganização Mundial da Saúde, e a circunferência abdominal medida diretamente em centímetros, estabelecendo limites críticos de risco para morbimortalidade.
Adultos com circunferência abdominal acima de 40 polegadas para homens e 35 polegadas para mulheres apresentaram 24% maior risco de morte prematura, independentemente do IMC.
Repercussão Científica e O rientação Clínica
As conclusões do estudo reforçam a necessidade de avaliação multidimensional do risco em idosos, considerando que o IMC, embora amplamente utilizado, não captura a distribuição de gordura nem o estado muscular, podendo gerar interpretações equivocadas sobre o estado nutricional e saúde metabólica.
Especialistas recomendam que profissionais da saúde adotem medidas preventivas baseadas na composição corporal e em indicadores específicos como a relação cintura-quadro, evitando simplificações que possam comprometer o cuidado geriátrico.



