O presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Khalilur Rahman, destacou a necessidade de uma abordagem proativa dos países-membros para reformar e fortalecer a organização internacional, durante a abertura da 81ª edição da reunião em 22 de setembro. Em discurso formal, ele afirmou que o papel dos Estados não pode se limitar à aprovação simbólica de resoluções, exigindo maior engajamento efetivo no processo de modernização da O NU.
Reformas Estruturais e Participação Ativa dos Membros
Rahman ressaltou que as reformas estruturais devem preservar áreas que já demonstram eficácia comprovada, como intervenções em emergências humanitárias, missões de manutenção da paz e programas de desenvolvimento direto nos países. Ele enfatizou que a mera readequação administrativa — como cortes orçamentários ou fusão de órgãos — não basta para resolver os desafios crônicos enfrentados pela organização, exigindo em vez disso uma mudança de postura real dos próprios membros.
O protagonismo dos países na reforma da O NU é essencial para sua recuperação e eficácia
Ao mesmo tempo, ele citou o plano "UN 80", iniciativa do secretário-geral António Guterres, como base inicial para as mudanças, mas alertou que ela precisa ser ampliada com ações mais ousadas e sustentadas. Rahman também destacou a importância da estabilidade financeira, pedindo que todos os países cumpram suas obrigações de contribuição em dia e sem condições, ressaltando que os recursos da organização vêm do esforço coletivo de milhões de pessoas ao redor do mundo.



