Um estudo longitudinal com mais de 2.600 mulheres, publicado no JAMA Network O pen em 25 de agosto, revelou que a menopausa precoce, ocorrendo em média aos 48 anos no Brasil, está associada à aceleração do declínio cognitivo e ao diagnóstico precoce de Alzheimer, com repercussões relevantes para a saúde cerebral ao longo do envelhecimento.
Contexto Científico e Evidências Epidemiológicas da Menopausa Precoce
A pesquisa, desenvolvida a partir de dados coletados em dois estudos longitudinais norte-americanos com acompanhamento de até 18 anos, analisou o impacto da idade de início da menopausa sobre a integridade da substância branca cerebral, região crítica para a comunicação entre áreas neurológicas e manutenção das funções cognitivas superiores.
O levantamento demonstrou que mulheres que entraram na menopausa cinco anos antes da média populacional apresentaram 15% a mais de alterações na substância branca ao longo de uma década, além de pior desempenho na memória episódica e em testes de raciocínio lógico, indicando um vínculo mensurável entre a ausência precoce do estrogênio e o envelhecimento cerebral acelerado.
Mulheres com menopausa precoce apresentaram 15% mais alterações na substância branca cerebral ao longo de 10 anos, evidenciando risco elevado para declínio cognitivo.
Repercussão Médica e O rientação Clínica em Saúde Pública
As descobertas reforçam a necessidade de estratégias preventivas que considerem o calendário hormonal feminino, com especial atenção para mulheres que iniciam a menopausa antes dos 50 anos, onde exames neurológicos periódicos e intervenções precoces podem mitigar impactos no desempenho cognitivo.
Especialistas apontam que o estrogênio desempenha papel regulatório na proteção neuronal, o que justifica a associação entre sua redução precoce e maior vulnerabilidade a doenças neurodegenerativas como Alzheimer e comprometimento da memória funcional.



