Em 14 de setembro de 2026, a Moody's Investors Service elevou a nota de crédito da Embraer de Baa3 para Baa2, encerrando a perspectiva previamente positiva e adotando uma visão estável, sinalizando consolidação da recuperação financeira da empresa após ajustes estruturais relevantes em seu perfil de endividamento e liquidez.
Análise Financeira e Ajustes Estruturais da Embraer
A agência destacou a melhoria dos indicadores macroeconômicos e operacionais da companhia ao longo de 2026, notadamente a redução da alavancagem bruta ajustada de 3,6 vezes para 2,4 vezes nos doze meses encerrados em junho de 2026, conforme relatado pelos analistas Carolina Chimenti e Marcos Schmidt, além do aumento da margem operacional ajustada de 8,1% para 9%.
A empresa também consolidou um backlog de US$ 34,5 bilhões no fim de junho de 2026, representando crescimento de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado principalmente pela entrada de novos pedidos no segmento de aviação comercial.
A alavancagem da Embraer caiu para 2,4 vezes o lucro bruto ajustado em doze meses, reforçando sua capacidade de absorver choques setoriais.
Repercussão Setorial e Perspectivas Estratégicas
A elevação da nota reflete confiança crescente dos investidores em relação à governança e à sustentabilidade financeira da Embraer, apesar dos desafios estruturais do setor aeronáutico, marcado por ciclicidade e alta intensidade de capital.
O s analistas apontam que o fortalecimento do backlog e a geração consistente de caixa livre posicionam a empresa para ampliar investimentos estratégicos e mitigar volatilidades futuras no mercado global.



