Entre 2016 e 2021, pelo menos um em cada quatro ex-jogadores da National Football League que faleceram recebeu diagnóstico confirmado de encefalopatia traumática crônica (CTE), doença neurodegenerativa associada a traumatismos repetidos na cabeça, conforme revelado por estudo publicado no prestigiado BMJ nesta terça-feira, ampliando evidências sobre os custos humanos do esporte.
Metodologia Rigorosa e Escopo da Pesquisa
A pesquisa, conduzida por equipes da Mass General Brigham, da Universidade de Boston e da Fundação Concussão & CTE, analisou o total de 878 ex-jogadores da NFL que morreram entre 2008 e 2021, dos quais 235 doaram seus cérebros para exame pós-mortem; dentre esses doadores, 215 (91,5%) foram diagnosticados com CTE, indicando uma taxa de prevalência excepcionalmente elevada na coorte estudada.
O levantamento restringiu-se aos anos de 2016 e 2021, período em que o volume de doações cerebrais aumentou significativamente, permitindo uma avaliação mais representativa dos riscos neurológicos enfrentados por atletas após a carreira.



