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Trump libera importação de carne para reduzir preços nos EUA: entenda os detalhes da apuração

PorManuela de MouraVerificadoOrtografia IAPublicado Ontem às 22:29
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Trump libera importação de carne para reduzir preços nos EUA: entenda os detalhes da apuração
Fatos Rápidos da Notícia
  • Autoridades e setores acompanham os desdobramentos do tema.
  • Acontecimentos e informações centrais foram confirmados.
  • Mais detalhes apurados sobre o caso seguem em monitoramento.
Resumo Editorial

Confira os principais fatos e desdobramentos apurados sobre este acontecimento.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (21/8) que o país permitirá, pelos próximos 90 dias, a importação de até 300 mil toneladas métricas de carne bovina destinada à produção de carne moída sem a cobrança da tarifa extracota.

Segundo Trump, a medida tem como objetivo ampliar a oferta no mercado norte-americano e reduzir o preço do produto para as famílias.

O anúncio foi feito pelo presidente na rede social Truth Social. Trump afirmou ter concluído um acordo para "reduzir substancialmente" o preço da carne moída e disse que há um compromisso para que o produto importado seja comercializado 25% abaixo dos preços atuais de mercado.

"Este acordo reduzirá os preços para os americanos, ao mesmo tempo que dará espaço para que nosso Grande Rebanho Bovino Americano cresça novamente", escreveu o republicano.

"Este acordo reduzirá os preços para os americanos, ao mesmo tempo que dará espaço para que nosso Grande Rebanho Bovino Americano cresça novamente", escreveu o republicano.

Trump também atribuiu a alta dos preços ao governo do ex-presidente Joe Biden e afirmou que o rebanho bovino norte-americano chegou ao menor nível da história moderna.

De acordo com ele, a ampliação temporária das importações permitirá aumentar a oferta no curto prazo, enquanto os produtores americanos recompõem os rebanhos.

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A decisão ocorre em meio à pressão sobre os preços da carne bovina nos Estados Unidos. O mercado enfrenta uma oferta restrita após anos de redução do rebanho, enquanto a demanda permanece elevada.

O preço da carne moída chegou a níveis recordes nos Estados Unidos. A redução do número de animais disponíveis também elevou os preços do gado, aumentando os custos para frigoríficos e consumidores.

O rebanho americano está no menor patamar em décadas.

A oferta também foi afetada pela suspensão de grande parte das importações de gado do México em 2025, após preocupações com a disseminação da bicheira-do-Novo-Mundo, uma praga que afeta bovinos.

A estratégia anunciada por Trump busca, portanto, aumentar temporariamente a oferta por meio de carne estrangeira enquanto o país tenta recuperar a produção doméstica.

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O Brasil está entre os países que podem ser afetados pela mudança, mas ainda não está confirmado se os exportadores brasileiros serão contemplados pelo novo volume anunciado por Trump.

Atualmente, a carne bovina brasileira entra nos Estados Unidos por meio de uma cota compartilhada com outros países, conhecida como "O ther Countries". Em 2026, esse contingente foi reduzido para cerca de 52 mil toneladas.

A cota foi preenchida logo no início do ano, fazendo com que parte das exportações brasileiras passasse a pagar a tarifa extracota de 26,4%.

Uma ampliação do acesso sem a cobrança da tarifa extracota poderia, portanto, melhorar as condições para os frigoríficos brasileiros que exportam aos Estados Unidos.

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