Na tarde de 29 de setembro de 2025, o corpo sem vida de Patrícia Cristina Pereira, de 31 anos, e sua filha Karolayne Cristina Costa, de 13, foi encontrado na residência onde viviam em Candelária, Rio Grande do Sul, após a babá relatar o sumiço das duas e acionar a Brigada Militar, iniciando uma investigação complexa que cruza homicídios familiares e indícios de financiamento irregular de campanha eleitoral.
Contexto Institucional e Investigação Criminal
A Polícia Civil classificou o caso como altamente complexo, sob o comando do delegado Paulo César Schirrmann, que destacou a ausência de hipóteses descartáveis diante das evidências forenses e dos elementos colhidos até o momento.
O inquérito também aborda o assassinato dos pais de Patrícia — Sérgio Antônio Pereira, 36, e Roseli Rosa, 39 — ocorrido em 2012, cujas circunstâncias ainda repercutem no atual inquérito, enquanto a Polícia Federal apura indícios de compra de votos após apreender R$ 500 mil em operação decorrente de denúncia anônima.
Mais de R$ 500 mil em espécie foram apreendidos pela PF durante operação que investiga esquema suspeito de financiamento irregular de campanha eleitoral.
Repercussão Legal e Desdobramentos da Apuração
A Justiça Federal já determinou a prisão preventiva de três suspeitos com base em indícios de participação no duplo homicídio de 2012, enquanto o delegado Schirrmann afirma que as investigações seguem focadas na relação entre o crime familiar e o possível esquema de compra de votos.
As autoridades indicam que as próximas etapas incluem análise de imagens de câmeras de segurança, oitivas complementares e avaliação de possíveis conexões entre o financiamento irregular identificado pela PF e os antecedentes do caso Candelária.



