O Pará conquistou a quarta posição nacional entre os estados com as maiores taxas de investimento, conforme a edição de 2026 do Ranking de Competitividade dos Estados, divulgada na quarta-feira (28). O levantamento, organizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), utiliza dados fiscais de 2025 do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi) e avalia como as administrações estaduais aplicam recursos públicos em infraestrutura, equipamentos e obras. O resultado também levou o estado à quinta colocação no pilar de Solidez Fiscal, que considera diferentes indicadores da gestão financeira.
Dados da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) mostram que a participação dos investimentos na Receita Corrente Líquida paraense foi de 15,47% em 2023, caiu para 12,93% no ano seguinte e subiu para 13,62% em 2025. Entre janeiro e agosto de 2026, o estado contabilizou R$ 2,83 bilhões em investimentos diante de uma receita corrente líquida acumulada de R$ 30,60 bilhões, equivalente a 9,24% no período. No mesmo intervalo, foram registrados superávit primário de R$ 1,55 bilhão, com R$ 30,94 bilhões em receitas primárias e R$ 29,39 bilhões em despesas primárias.
O desempenho foi apresentado pela Sefa e pela Secretaria de Estado de Planejamento e Administração (Seplad) durante audiência pública na Assembleia Legislativa do Pará, em setembro. Além dos investimentos, o estado avançou cinco posições no indicador geral de Solidez Fiscal em comparação com a edição anterior do ranking, sendo o segundo maior avanço entre as unidades da Federação e o melhor resultado entre os sete estados da região Norte. A evolução foi influenciada por fatores como sucesso do planejamento orçamentário, resultado primário, gastos com pessoal e poupança corrente.
O secretário estadual da Fazenda, René Sousa Júnior, afirmou que “o crescimento da receita do Estado contribuiu para ampliar os recursos disponíveis ao financiamento de políticas públicas”. Ele acrescentou que a expansão dos investimentos em ritmo superior ao da Receita Corrente Líquida indica que o estado elevou o peso dessa despesa em relação à receita entre 2019 e 2025. Segundo ele, a manutenção da capacidade de investimento depende da evolução das despesas correntes, da arrecadação, das transferências e das obrigações financeiras. O Ranking de Competitividade dos Estados é publicado pelo CLP desde 2011 e considera dez pilares para avaliar o desempenho das administrações estaduais.



