O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), terá de aguardar mais um pouco para garantir formalmente o apoio do PT de Lula à sua reeleição ao comando da Casa.
Segundo apurou a coluna, caciques do PT já informaram a Motta que só irão se manifestar sobre a disputa da Câmara após o segundo turno das eleições nacionais, no domingo (25/10).
O presidente da Câmara, Hugo Motta, ao lado do presidente Lula
Caso Lula seja reeleito, os petistas pretendem esperar a orientação do presidente da República sobre a disputa na Câmara. Já em caso de vitória de Flávio Bolsonaro (PL), a tendência é apoiar Motta.
Como mostrou a coluna, Motta atuou para garantir o máximo de apoio possível antes do segundo turno. O objetivo é iniciar o diálogo com o próximo presidente da República com apoio de várias bancadas.
Isso é importante para Motta especialmente no caso de uma vitória de Flávio Bolsonaro, que aparece numericamente à frente de Lula na maioria das pesquisas de intenção de voto.
PL mira presidência da Câmara
O PL, partido de Flávio, quer lançar candidato próprio à Presidência da Câmara em 2027. A legenda, contudo, pode recuar da ideia, caso o atual presidente da Casa reúna maioria para se reeleger.
Para se contrapor ao PL, Motta articula um blocão de partidos do Centrão e da esquerda. Caso o PT entre, o grupo poderá ultrapassar a marca de 350 deputados, o que isolaria o PL na disputa.
A sigla, que terá a maior bancada individual da Câmara, com 121 deputados, sonha com a Presidência da Casa. Os dois principais pré-candidatos do PL ao cargo são Sóstenes Cavalcante (RJ) e Altineu Côrtes (RJ).



