O presidente do Paraguai, Santiago Peña, pediu ao Senado uma prorrogação de 72 horas para preparar sua defesa no processo de impeachment que enfrenta. O julgamento está marcado para ser retomado nesta sexta-feira (6/11), após a Câmara dos Deputados ter aprovado a abertura do processo, mesmo com o presidente tendo apresentado renúncia.
A solicitação foi fundamentada pelo fato de que Peña recebeu a notificação às 22h15 da quinta-feira (5/11), contendo uma acusação de 15 folhas e mais de 300 páginas de anexos. Para o presidente, um intervalo inferior a 12 horas para preparar a defesa seria “insuficiente” dentro dos padrões do Estado democrático de direito.
O processo tem como pano de fundo a crise gerada pelo fechamento do banco Ueno, que afetou milhões de pessoas e administrava quase R$ 4,5 bilhões em recursos públicos, incluindo valores da Previdência. Peña é acusado de conflito de interesses por ter vínculos com o grupo que controlava a instituição financeira.
Além disso, o presidente responde por suposta omissão na fiscalização do Banco Central do Paraguai (BCP) e por uma possível intervenção indevida no IPS, órgão responsável pelas aposentadorias e saúde dos trabalhadores. Nesta quinta-feira, o Senado ouviu sete deputados que apresentaram as denúncias contra ele.



