Na reta final da campanha eleitoral para o segundo turno presidencial marcado para 25 de outubro, o senador Flávio Bolsonaro (PL) viveu um dos maiores embates políticos de sua trajetória ao transformar sua posição sobre a PEC que elimina a escala 6×1 de trabalho, defendida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após reverter entendimento anterior que considerava a proposta como "oportunista".
Contextualização Política e Evolução da PEC da Escala 6×1
A campanha do senador, em fase decisiva com apenas dez dias para o pleito, reconfigurou sua estratégia diante da proximidade do segundo turno e da intensificação das críticas à oposição no Congresso Nacional, onde a aprovação da PEC que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas gerou desgaste político para Flávio, que havia contestado publicamente a medida nos primeiros momentos da disputa.
O novo levantamento do Datafolha divulgado em 15 de outubro revelou empate técnico entre Flávio (51%) e Lula (49%), com margem de erro de dois pontos percentuais, evidenciando a volatilidade do pleito e a necessidade de ajustes táticos por parte do candidato do PL, que busca consolidar apoio em pautas sensíveis como o fim da escala exaustiva, considerada prioridade na agenda petista.
Flávio Bolsonaro, que antes criticou a PEC como oportunista, votou favoravelmente à redução da escala 6×1, adotando postura alinhada à bandeira central da campanha de Lula.
Desdobramentos Jurídicos e Estratégicos no Segundo Turno
A aprovação da PEC no Senado em 14 de outubro, com 75 votos favoráveis, ocorreu com Flávio ausente do plenário e votando remotamente enquanto cumpria agenda de campanha em Porto Alegre, consolidando o caráter simbólico da mudança para seu posicionamento eleitoral, já que a medida passa a incidir diretamente sobre as condições de trabalho dos empregados formais vinculados à sua base eleitoral.
O coordenador de campanha e líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), não participou da votação e mantém postura contrária à edição original da proposta, defendendo maior flexibilidade na negociação individual das jornadas, enquanto o ministro do TSE determinou a Meta apurar perfis suspeitos de IA pró-Flávio em 24 horas, sob pena de sanções cabíveis.



