No mercado brasileiro de fertilizantes, a ureia fechou agosto cotada entre US$ 480 e US$ 500 por tonelada, impulsionada pela demanda indiana e restrições de oferta no O riente Médio, enquanto o nitrato de amônio registrou queda de 33% em relação ao mesmo período de 2025, segundo avaliação da consultoria Biond Agro.
Contexto Institucional e Dinâmicas de Mercado
A análise da Biond Agro aponta que o mercado brasileiro de fertilizantes registrou comportamentos divergentes entre os principais nutrientes em agosto, com a ureia valorizada para a faixa de US$ 480 a US$ 500 por tonelada, sustentada por forte demanda da Índia e restrições de oferta no O riente Médio, enquanto o nitrato de amônio recuou 33% e as compras externas de ureia caíram 30% em relação ao ano anterior.
Antecedentes indicam que a ureia acumulou valorização de cerca de US$ 80 a US$ 90 por tonelada em julho, impulsionada pela conjuntura internacional, mas que uma nova cota chinesa de exportação pode gerar correção de preços no curto prazo, conforme alerta a analista Isabella Pliego.
A ureia brasileira manteve preços entre US$ 480 e US$ 500 por tonelada em agosto, sustentados pela demanda indiana e restrições de oferta no O riente Médio.
Repercussão Jurídica e Diretrizes Estratégicas
A Biond Agro recomenda cautela na definição das próximas aquisições, orientando que os produtores avaliem o momento ideal para comprar nitrogênio, enquanto avançam parcialmente em fósforo e potássio, considerando a limitação da oferta de enxofre e o fim iminente da janela de entrega para fertilizantes voltados à soja.
Com a demanda da soja já predominantemente contratada — mais de 80% das compras para a safra 2026/27 concluídas até o fim de julho — o foco do mercado deve se deslocar para o milho safrinha 2027, demandando decisões estratégicas nos próximos meses sobre disponibilidade e prazos de entrega.



