Na véspera do primeiro turno das eleições, a candidata Paula Belmonte (PSDB), acompanhada do vice Everardo Ribeiro, realizou atos de campanha na região administrativa de Ceilândia, onde reafirmou seu apoio à candidatura de Erika Kokay ao Senado Federal e reiterou sua oposição ao Partido dos Trabalhadores, em discurso que destacou a construção de um novo hospital municipal e o fortalecimento do comércio local.
Contexto Institucional e Atuação de Campanha
A apuração jornalística confirmou que, durante o último sábado (3/10), a candidata percorreu comércios e vias da região administrativa de Ceilândia, distribuindo panfletos e ouvindo demandas de pequenos empresários, com foco especial na necessidade de infraestrutura sanitária e valorização da economia popular. Nas declarações proferidas à imprensa local, Belmonte destacou a viabilidade técnica e social da construção de um segundo hospital em Ceilândia, além da valorização das feiras e comércios como estratégias para revitalizar a economia da região.
Antecedentes indicam que, desde o início do período eleitoral, a chapa PSDB tem articulado pautas de saúde pública e desenvolvimento urbano como pilares de sua proposta para o Distrito Federal. A presença do vice Everardo Ribeiro, juiz federal, reforçou a dimensão institucional da campanha, que buscou consolidar alianças com lideranças locais antes do pleito decisivo de domingo (4/10).
A promessa central de Paula Belmonte foi a construção de um novo hospital em Ceilândia, com investimento estimado em R$ 150 milhões para ampliar o acesso à saúde pública à população da região administrativa.
Repercussão Política e Desdobramentos Futuros
A declaração de apoio à candidatura de Erika Kokay (MDB) gerou reação imediata por parte de correligionários do PSDB que questionaram a aliança com uma candidata vinculada ao governo Lula, apesar da divergência partidária formal. Autoridades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforçaram que o posicionamento individual da candidata não configura violação ao princípio da neutralidade partidária prevista no Código Eleitoral.
Especialistas apontam que a aposta de Belmonte em romper com o PT pode influenciar indecisos em áreas periféricas do DF, onde o eleitor busca alternativas ao governo federal. O próximo passo estratégico inclui a mobilização final para mobilização nas urnas no domingo, com intensificação das visitas às zonas rurais e à população vulnerável.



