Na primeira entrevista após deixar o Brasil, o senador Flávio Bolsonaro (PL) disse ao jornal The New York Times que planejou e executou a própria viagem para os Estados Unidos, negando qualquer auxílio de governos para entrar no território norte-americano.
Ao ser questionado sobre como conseguiu sair do país e chegar aos EUA, Flávio afirmou que não pretende divulgar os detalhes da trajetória, dizendo que levará essa informação "para o túmulo comigo".
O parlamentar declarou que a decisão de deixar o Brasil foi espontânica e que ninguém participou diretamente da organização, embora tenha mencionado que "pode ter havido torcida".
Flávio, a mulher Fernanda Bolsonaro e as duas filhas entraram nos Estados Unidos pelo mecanismo de parole, que permite a permanência temporária de estrangeiros em situações específicas.
A família chegou a Miami na manhã de quarta-feira (28/10), após embarcar em um avião particular na Argentina com escala em Guayaquil, no Equador, pousando no aeroporto executivo Miami-Opa Locka.
Antes disso, o senador cruzou a fronteira entre Brasil e Argentina pela Ponte Internacional Tancredo Neves, entrando no território argentino às 22h50 de terça-feira (27/10) e saindo cerca de 40 minutos depois.
Os quatro integrantes apresentaram documentos válidos e não tinham impedimentos legais para entrar na Argentina, seguindo em voo particular da companhia Baires Fly rumo ao Equador.
A saída do Brasil está sendo investigada pelas autoridades brasileiras após a Polícia Federal solicitar a entrega dos passaportes do senador.



