Na noite de quinta-feira (24/9), o candidato Flávio Bolsonaro (PL) acionou a Procuradoria-Geral da República por meio da Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo, após a viralização de boatos nas redes sociais que o acusavam de articular plano para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil, fato que mobilizou investigações da Justiça Eleitoral e declarações de alto escalão político, incluindo manifestações do vice-presidente Geraldo Alckmin e da primeira-dama Janja.
O rigem e Desdobramentos da Polêmica em Ambientes Digitais
O episódio teve início quando um comentário veiculado em programa televisivo que analisava o comportamento do eleitorado religioso e o voto feminino, exibido na emissora Band na manhã daquele dia, gerou interpretação equivocada sobre uma suposta reação católica a setores evangélicos, sem qualquer atribuição ao candidato Flávio Bolsonaro.
A partir desse trecho, publicações nas redes sociais reinterpretaram o conteúdo, associando erroneamente a iniciativa ao PL e ao senador Flávio Bolsonaro, o que culminou na denúncia formal da legenda contra perfis que espalharam a narrativa falsa, enquanto a Procuradoria-Geral da República e o Tribunal Superior Eleitoral foram acionados para apurar a origem do conteúdo e eventuais violações à lei eleitoral.
O boato viralizou sem respaldo em documento algum, confundindo uma proposta legislativa arquivada em 2008 com plano atual do candidato Flávio Bolsonaro
Repercussão Institucional e Posicionamentos O ficiais
Na manhã seguinte ao episódio, o vice-presidente Geraldo Alckmin publicou vídeo nas redes sociais afirmando que tem recebido mensagens de católicos preocupados com o tema, reforçando que enquanto ele e Lula estiverem no governo as tradições religiosas serão preservadas e que o Estado respeita todas as crenças.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, classificou a narrativa como 'mentira' em vídeo gravado em Minas Gerais, reiterou seu respeito a todas as religiões e informou que sua equipe jurídica estuda a possibilidade de levar a questão ao TSE para identificar os responsáveis pela difusão do conteúdo falso.



