Na segunda-feira (14/9), o brasiliense Jhona Burjack, modelo e ator consolidado no cenário nacional, desfilou na Arena Mané Garrincha como parte da estreia da terceira edição do Catwalk, evento que reúne marcas brasileiras e coletivos artísticos de 14 a 18 de setembro, com entrada gratuita e casting que congrega nomes de destaque da moda nacional.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A terceira edição do Catwalk, um dos principais eventos de moda brasileira focados em talentos locais e na diversidade estilística do Distrito Federal, ocorre entre 14 e 18 de setembro na Arena Mané Garrincha, palco emblemático de Brasília que recebe pela primeira vez a programação do catwalk. O casting do evento, realizado com antecedência, selecionou modelos com trajetória reconhecida ou em ascensão, incluindo figuras como Ellen Milgrau, Vivi O rth, Yasmin Brunet, Jhona Burjack, Renata Kuerten, Gianne Albertoni e Negra Li, conforme documentação técnica do Comitê O rganizador. A presença de Burjack, já consolidada em campanhas de grifes internacionais e atuação em produções televisivas e cinematográficas, reforça o caráter híbrido do evento entre moda, arte e cultura pop.
Além da atuação como modelo profissional, Jhona Burjack acumula passagens por campanhas publicitárias de marcas como Giorgio Armani e Cidade Jardim Shopping, bem como papéis de destaque em produções da — Éramos Seis (2019) e Todas as Flores (2023) — e no filme Emergency Exit (2025), produzido pelo catalão Lluís Miñarro. Sua trajetória inclui ainda editoriais em revistas renomadas como GQ, L'O fficiel e Bazaar Man, consolidando-se como personalidade multifacetada que transita com naturalidade entre o universo fashion e o entretenimento brasileiro.
O Catwalk consolida-se como plataforma que integra moda brasileira contemporânea à interseção entre estética, performance artística e reconhecimento nacional no circuito internacional.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A expectativa quanto à atuação de Burjack no desfile da Meu Kimô — marca autoral fundada pela artista Isadora Maia — recai sobre a adequação das estampas baseadas em pinturas originais à proposta estética do evento. A diretora criativa do Meu Kimô afirmou que a parceria visa 'revelar a poesia têxtil' por meio da fusão entre moda e dança, com a presença de coreógrafos e dançarinos em cena para enfatizar a versatilidade dos kimonos estampados. Já o coletivo Tela Ambulante, liderado pelo designer Victor Hugo Soulivier desde sua fundação em 2020, trouxe à passarela uma proposta experimental que transforma retalhos em arte têxtil por meio de técnicas como pintura e aplicação artesanal.
A repercussão institucional foi imediata: a Secretaria de Cultura do Distrito Federal destacou o evento como 'exemplo de política pública que valoriza a criatividade local', enquanto o Ministério da Economia reconheceu seu potencial para impulsionar o setor têxtil brasileiro por meio da visibilidade gerada. Diante disto, especialistas apontam que a terceira edição pode sinalizar um novo modelo de governança cultural para eventos semelhantes em outras capitais.



