Na manhã de sábado, 19 de setembro, o investigado Paulo Sirquera Korek Farias foi preso em cumprimento de mandado de prisão temporária, após se entregar à autoridade da Polícia Civil de Mogi das Cruzes, sob acompanhamento da Corregedoria da entidade, encerrando uma fase de fuga que se iniciou na última quinta-feira, 17 de setembro, quando deixou de comparecer à apresentação prevista em acordo com a Justiça.
Contexto Institucional e O peracional da O peração Vectura Corrupta
A prisão de Paulo Korek, ocorrida no âmbito da O peração Vectura Corrupta — investigação conduzida pela Polícia Civil do Estado de São Paulo em conjunto com o Ministério Público — refere-se a um dos alvos da trama que apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transportes públicos paulistas, esquema que envolve desvios financeiros e favorecimento mútuo entre criminosos organizados e agentes públicos.
O indivíduo havia se ausentado das diligências policiais desde 17 de setembro, após o deferimento do mandado de prisão preventiva que atingiu 16 suspeitos, sendo autorizado o prazo inicial de 30 dias para apreensão coercitiva, prorrogável por igual período, conforme determinado pela Vara Nacional do Crimedelinq. A entrega ocorreu após acordo formal para comparecimento e prestador de depoimento na Divisão de Investigação sobre Entorpecentes (DISE) de Mogi das Cruzes, com a presença técnica da Corregedoria da Polícia Civil, reforçando o caráter institucional da operação.
Foram apreendidos cerca de R$ 737 mil em espécie durante buscas relacionadas ao caso.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos da Apuração
A Justiça já decretou prisão preventiva para 16 investigados envolvidos no esquema de associação ilícita ao PCC no setor de transportes públicos, com prazo inicial de 30 dias que pode ser prorrogado, medida cautelar que visa garantir a ordem pública e a continuidade das investigações sem risco de fuga ou obstrução da administração da justiça.
As declarações do ex-vereador Milton Leite, que se entregou na sexta-feira (18/9) à Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (DISE) de Mogi das Cruzes, reforçam a tensão entre cooperação institucional e resistência à apuração, já que ele afirmou ter cumprido todas as obrigações legais e negado categoricamente qualquer envolvimento criminoso.



