Na véspera do primeiro turno, o Datafolha projetou vitória de Lula no segundo turno com 47% contra 46% de Flávio Bolsonaro, enquanto a AtlasIntel registrou 47,6% a 47,4% e a Quaest inverteu o placar com 44% para Flávio e 42% para Lula, evidenciando empate técnico entre os institutos de pesquisa.
Metodologias Comparativas e Desafios da Apuração Eleitoral
A apuração das intenções eleitorais revelou notáveis divergências metodológicas entre o Datafolha, que entrevistou 4.006 pessoas exclusivamente no sábado em via street interview, e a Quaest, que ouviu 3.702 eleitores em domicílios entre sexta e sábado, com amostragem que incluiu indivíduos de condomínios fechados e áreas de alta vulnerabilidade.
O s três institutos aplicaram correções estatísticas às suas amostras – o Datafolha priorizou a circulação urbana, a Quaest incorporou quem não compareceu às urnas e a AtlasIntel baseou-se em dados digitais – mas as variações na amostra impactaram significativamente a distribuição dos indecisos e não votantes, com a Quaest registrando 13% de abstenção contra 6% no Datafolha e 5% na AtlasIntel.
O empate técnico entre os três institutos reflete a instabilidade da contagem dos indecisos e da abstenção, que pode definir o resultado final da eleição.
Repercussão Institucional e Caminhos para o Segundo Turno
O ministro do Superior Tribunal Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, destacou que as pesquisas são válidas como indicadores, mas ressaltou que o resultado final dependerá da participação real dos eleitores, especialmente dos indecisos que somam até 13% em alguns levantamentos.
Com a proximidade do segundo turno, os partidos intensificam estratégias de mobilização de base e negociação com candidatos menores, enquanto os órgãos de segurança reforçam os protocolos de transparência no processo eleitoral.



