O presidente do PSD, Gilberto Kassab, avalia que sua perspectiva política para a eleição presidencial de 2026 está intrinsecamente vinculada ao resultado favorável da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Palácio do Planalto, considerando que apenas uma vitória do ex-presidente fortalecerá sua posição dentro da aliança partidária e consolidará seu papel como articulador de um novo cenário político.
Estratégia Política e Desafios de Aliança no Cenário Eleitoral
A análise interna do PSD, conduzida por dirigentes próximos ao presidente Kassab, aponta que a viabilidade política do partido para 2026 depende da manutenção de um pacto com o PT, cujo êxito nas urnas preservará a coesão da base aliada e evitará rupturas internas decorrentes de tensões com setores conservadores e bolsonaristas.
Nos últimos anos, o PSD consolidou sua força nos governos estaduais de Pernambuco e Sergipe, além de manter cadeiras no Congresso, mas enfrentou desgaste nas eleições municipais de 2024 e perdeu oito vagas no Senado em 2026 frente ao crescimento do PL, indicando um cenário de polarização onde o partido busca equilibrar autonomia e alinhamento estratégico.
O PSD conquistou 891 prefeituras em 2024, mas perdeu oito cadeiras no Senado em 2026 frente ao avanço do PL.
Repercussão Política e Caminhos para 2026
As críticas internas ao modelo de gestão de Kassab destacam decisões isoladas, como a neutralidade assumida pelo PSD durante o embate presidencial e a insistência na candidatura de Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás, que afastou aliados tradicionais e gerou desgaste com setores do bolsonarismo.
Enquanto o partido aguarda o desfecho da disputa presidencial, líderes como Raquel Lyra (PE) e Fábio Mitidieri (SE) reforçam a necessidade de manutenção dos governos estaduais, mas sinalizam preocupação com a erosão de espaço político caso o PL vença as eleições de 2026.



