O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), informou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) destinada ao fim da escala 6×1 não será submetida à votação em plenário durante o esforço concentrado legislativo, com a expectativa de retomada do debate após o primeiro turno das eleições, em outubro, devido à mobilização estratégica do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Contexto Legislativo e Estratégia de Votação da PEC
O parlamentar petista destacou, em entrevista à imprensa, a inexistência de garantia de votos suficientes para a aprovação da PEC, que exige 49 votos em dois turnos, conforme exigência constitucional para sua tramitação.
Segundo Randolfe, presidente do Senado Davi Alcolumbre demonstrou abertura ao tema ao questionar a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), sobre a viabilidade da votação, embora tenha evitado compromisso explícito, restringindo-se a assegurar que o projeto seguirá por 'tratamento regimentalmente adequado', com encaminhamento à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que já havia apreciado a matéria anteriormente.
A PEC requer 49 votos para ser aprovada em dois turnos, e o governo não possui segurança de atingir esse número.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuros
Davi Alcolumbre suspendeu a sessão plenária na terça-feira devido à votação da indicação de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) ao Tribunal de Contas da União (TCU), mantendo a continuidade da votação para quarta-feira com presença maciça de 75 senadores, fato que Randolfe considerou irrelevante para a aprovação da PEC.
A expectativa é que o debate sobre a PEC se intensifique entre o primeiro e segundo turno das eleições, com possibilidade de retomada da votação em outubro, dependendo da consolidação de apoios e do equilíbrio político no Congresso.



