A Anthropic, o Google e a O penAI mantiveram conversas estratégicas para viabilizar a criação de um órgão de padronização da indústria de inteligência artificial, segundo fontes próximas à, em um contexto de intensificação das discussões sobre segurança e regulamentação tecnológica nos Estados Unidos.
Contexto Estratégico e Antecedentes da Proposta Regulatória
As negociações entre as três principais empresas de IA ocorreram antes de um episódio marcante da semana passada, quando um ex-pesquisador da Anthropic pediu demissão alegando que as companhias não estavam 'se comportando de forma responsável', além de anteceder a proposta formal feita por Demis Hassabis, fundador do Google DeepMind, em seu ensaio de julho que sugeriu a criação de um órgão inspirado na FINRA para testar modelos avançados antes da implementação.
A iniciativa surgiu também após declarações do CEO da Anthropic, Dario Amodei, defendendo a criação de órgãos de fiscalização independentes nas empresas do setor, enquanto fontes próximas à conversa confirmaram que o catalisador foi o documento técnico elaborado por Hassabis, que propôs um modelo de governança pública-privada supervisionado pelo governo e financiado pela indústria, composto por especialistas técnicos e representantes de código aberto.
O ensaio de julho de Demis Hassabis propôs um órgão de padronização inspirado na FINRA para testar modelos avançados de IA antes da implementação.
Repercussão Institucional e Desafios para a Regulamentação
O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, destacou que não existe consenso entre as empresas concorrentes sobre os padrões técnicos e afirmou que o Congresso carece de qualificação para compreender detalhes setoriais complexos, sugerindo que líderes do setor deveriam se reunir imediatamente com formuladores de políticas para definir diretrizes em parceria público-privada.
Embora representantes do Google, da O penAI e da Anthropic tenham se recusado a comentar publicamente, Jakub Pachocki, cientista-chefe da O penAI, reafirmou em coletiva de imprensa que padrões de segurança compartilhados e coordenação internacional são prioridades urgentes, com Sam Altman também manifestando expectativa pela colaboração setorial no desenvolvimento das normas.



