Pelo menos 31 pessoas morreram após a Rússia lançar nove bombas contra um prédio escolar em Komyshuvakha, região de Zaporizhzhia, onde civis haviam buscado abrigo. Outras 48 pessoas estão desaparecidas, segundo o governador regional Mykhailo Semikin. O local não funcionava mais como escola devido à proximidade dos combates e era utilizado como centro administrativo e polo de distribuição de ajuda humanitária.
As vítimas estavam em um porão reforçado, construído recentemente com financiamento da União Europeia e projetado para resistir à maioria dos ataques. No entanto, a força das bombas provocou o desabamento da estrutura de concreto e iniciou um incêndio. Segundo as autoridades ucranianas, o ataque seguiu um padrão já conhecido: após a primeira onda, os serviços de emergência foram alvo de um segundo bombardeio. Pelo menos dois socorristas e quatro policiais foram mortos ao chegarem ao local.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, classificou o ataque como "absolutamente horrível". Entre os socorristas mortos estavam Denys Konovalenko e Oleksiy Sushchevsky, ambos de 44 anos. Já os agentes policiais identificados foram Mykhailo Buzhenko e Mykola Balanda, com mais de duas décadas de serviço, além dos policiais comunitários Mykhailo Romanov e Dmytro Besedin.


