Na quinta-feira (10), o Ministério Público de São Paulo deflagrou a O peração Frankmobile, com o objetivo de investigar a prática sistemática de transformar celulares roubados ou furtados em dispositivos com aparência de novos, por meio da substituição de placas lógicas, alteração de IMEI e modificação estética das carcaças.
Contexto Institucional e Técnico da O peração Frankmobile
A investigação do MPSP identificou que, em apenas duas caixas contendo 200 celulares, 60 apresentavam IMEI impedido ou bloqueado associado a registros de roubo ou furto, evidenciando a escala da prática ilícita dentro dos estabelecimentos alvo.
A apuração revelou que os técnicos realizavam desbloqueio (R$ 140), troca da placa lógica (R$ 250) e alteração estética dos aparelhos, utilizando peças retiradas de outros dispositivos para transformar modelos antigos em versões que simulavam versões mais recentes, como o iPhone 11 convertido para o padrão visual do iPhone 17.
Mais de 60 celulares com IMEI bloqueado foram identificados em apenas duas caixas contendo 200 unidades durante a O peração Frankmobile
Repercussão Legal e Impactos na Segurança dos Consumidores
O Ministério Público destacou que a prática configura sonegação de identidade e receptação qualificada, crimes previstos no Código Penal que podem acarretar penas de reclusão e multa.
Especialistas em segurança digital apontam que a circulação desses aparelhos adulterados compromete a rastreabilidade das comunicações e facilita o uso em atividades criminosas, exigindo medidas urgentes de fiscalização e conscientização.



