Na tarde de 3 de outubro de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) realizou a zerésima do Sistema de Gerenciamento da Totalização (SISTOT), medida preventiva que assegura a ausência de registros eletrônicos nas urnas eletrônicas antes do início do primeiro turno das eleições municipais e estaduais no ano em curso, com o objetivo de reforçar a transparência e a confiabilidade do processo votação em um contexto de crescente desconfiança institucional.
Contexto Institucional e O peracional da Zerésima Eleitoral
O SISTOT, ferramenta tecnológica desenvolvida para a totalização automática dos votos, foi zerada às 16h45, conforme informou o secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do TRE-DF, Andrey Bernardes, durante audiência técnica realizada na sede do tribunal no Parque da Cidade; a operação envolveu 6.969 urnas efetivas distribuídas em 622 pontos de votação e 546 urnas de contingência, totalizando 7.515 dispositivos eletrônicos sob responsabilidade direta do Poder Judiciário eleitoral.
A iniciativa ocorreu em conformidade com o cronograma estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que coordena a zerésima nacional para todos os sistemas estaduais e distritais, com a finalidade de comprovar que nenhum voto foi registrado antes das 17h, horário legal para abertura da urna; essa prática evita manipulações pré-eleitorais e garante que os resultados só sejam contabilizados após o término da votação.
O Distrito Federal conta com 6.969 urnas eletrônicas efetivas para votação, além de 546 unidades de contingência, totalizando 7.515 dispositivos sob rigoroso controle do TRE-DF para garantir a transparência eleitoral.
Repercussão Técnica e Compromissos Institucionais com a Integridade do Processo Eleitoral
O presidente do TRE-DF, Angelo Passareli, destacou que o sorteio das urnas destinadas aos testes de integridade e autenticidade ocorreu no Plenário da Câmara Legislativa do DF com participação de representantes partidários e órgãos fiscalizadores, reforçando o compromisso institucional com a zeração técnica e a prevenção de fraudes por meio de auditorias controladas.
Das 23 urnas selecionadas, 20 serão submetidas ao Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas – com 16 auditadas no Foyer do Plenário da CLDF, duas no TSE e duas com biometria na Escola Canadense – enquanto três serão destinadas ao Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais, processo que validará a confiabilidade dos softwares utilizados na totalização automática.



