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Justiça dos EUA permite que governo alerte agentes eleitorais sobre risco de processos criminais

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 18:30
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Justiça dos EUA permite que governo alerte agentes eleitorais sobre risco de processos criminais
Fatos Rápidos da Notícia
  • Tribunal de Apelações do 9º Circuito autorizou governo dos EUA a alertar agentes eleitorais sobre risco de processos criminais.
  • Decisão foi aprovada por seis votos a cinco e marca terceira mudança de entendimento da Corte em menos de 24 horas.
  • Ordem anterior impedia governo de exigir desvios nos procedimentos habituais e suspendia tentativas de intimidar profissionais eleitorais.
Resumo Editorial

Um tribunal federal de apelações dos Estados Unidos decidiu, nesta terça-feira (3), que o Departamento de Justiça pode voltar a comunicar autoridades eleitorais sobre a possibilidade de resposta criminal caso não adotem mudanças nos procedimentos de votação exigidas pela administração.

Uma decisão do Tribunal de Apelações do 9º Circuito dos Estados Unidos, aprovada por seis votos a cinco, autorizou o governo a retomar alertas a autoridades eleitorais informando que elas poderão responder a processos criminais se não cumprirem exigências da administração para alterar procedimentos de votação. A medida representa a terceira mudança de entendimento da Corte em menos de 24 horas sobre as restrições impostas ao Departamento de Justiça (DOJ).

A determinação mais recente restabelece um entendimento divulgado na noite de segunda-feira (2) por um painel de três juízes, que havia derrubado uma ordem judicial temporária de restrição. Essa ordem anterior impedia o governo de exigir que administradores eleitorais se desviassem dos procedimentos habituais e suspendia qualquer tentativa de intimidar ou ameaçar esses profissionais.

O Departamento de Justiça nega que as cartas enviadas aos órgãos eleitorais, com avisos de que autoridades poderiam ser processadas caso não aceitassem propostas para impedir o voto de pessoas sem cidadania americana, representassem ameaças. Menos de três horas depois da decisão do painel de três juízes, os 29 integrantes do tribunal votaram para restabelecer a ordem de restrição temporária.

Na decisão desta terça-feira, tomada em sessão plenária por 11 juízes do circuito, não foi apresentada uma opinião majoritária para justificar a reversão. Entretanto, dois magistrados assinaram um voto concordante, afirmando que os tribunais geralmente não têm autoridade para proibir o Departamento de Justiça de expressar suas interpretações sobre leis criminais, mesmo quando a Justiça considera essas interpretações incorretas.

Os juízes que discordaram da decisão afirmaram que o entendimento inicial do painel minimizou o caráter ameaçador das medidas e ignorou que as chamadas solicitações eram feitas sob a possibilidade de processos criminais. Eles destacaram que não deveriam impor uma decisão impossível às autoridades e aos trabalhadores eleitorais no Dia da Eleição ou nos dias seguintes.

A decisão representa uma vitória importante para o governo Trump, que tem enfrentado obstáculos judiciais na maior parte das tentativas de interferir nos procedimentos eleitorais. Apesar disso, o governo ainda enfrenta uma restrição importante: em uma decisão publicada durante a madrugada, um juiz de Washington, D.C., proibiu a administração de enviar aos órgãos eleitorais listas de pessoas que considera não serem cidadãs americanas com o objetivo de exigir mudanças nos protocolos de votação.

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