No Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, em 2 de maio de 2023, uma reunião de 40 minutos com a primeira-dama Janja da Silva e o ator e ambientalista Leonardo DiCaprio, durante a qual discutiram mudanças climáticas, proteção ambiental, bioeconomia e a colaboração com comunidades indígenas na preservação de ecossistemas amazônicos.
Contexto Institucional e Histórico da Diálogo Ambiental
O encontro, ocorrido na sede do poder executivo federal, contou com a participação de representantes da Re: wild, organização ambientalista fundada em 2021 por DiCaprio e parceiros com foco na restauração de biomas e proteção de espécies ameaçadas em articulação com povos indígenas e governos estaduais e federais.
A conversa teve como pano de fundo o compromisso do governo brasileiro com os objetivos do Acordo de Paris e as diretrizes da Estratégia Nacional sobre Mudanças Climáticas, ao mesmo tempo em que reafirmou a prioridade da bioeconomia como instrumento de desenvolvimento sustentável sem desmatamento.
O presidente Lula destacou que a bioeconomia gera R$ 400 bilhões anualmente ao Brasil, potencializando setores como agroflorestary e extrativismo sustentável sem comprometer a cobertura florestal.
Repercussão Institucional e Desafios Jurídicos
As declarações de Bolsonaro em 2019, que acusavam sem provas DiCaprio e a WWF de financiar queimadas na Amazônia, foram amplamente desmentidas pelo Ministério Público do Pará, que afirmou não existir indícios de envolvimento dos citados no caso dos brigadistas presos em Alter do Chão, investigados sob suspeita de provocar incêndios para captar doações.
Especialistas apontam que a polêmica de 2019 refletiu um clima de hostilização institucional à sociedade civil ambiental, enquanto o atual diálogo entre governo federal e atores globais como DiCaprio sinaliza abertura para parcerias baseadas em evidências científicas e cooperação internacional.
O Ministério Público do Pará mantém sob investigação as atividades de grileiros suspeitos de incêndios intencionais na região de Alter do Chão, com possibilidade de prisão preventiva caso haja comprovação de crime ambiental grave.



