Na noite de 15 de março, o ex-senador Paulo Rocha, atualmente à frente da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), protagonizou um tumulto durante o arremesso do buquê em uma festa de casamento e aniversário realizada na Rua Ferreira Pena, no bairro do Umarizal, em Belém, após se aproximar de uma mulher cadeirante e ser contido por frequentadores antes de ser detido pela Polícia Militar e conduzido à Seccional Urbana de São Brás.
Contexto Institucional e Histórico da O currência
A apuração realizada com base em depoimentos de testemunhas e em imagens que circularam amplamente nas redes sociais confirmou que o ex-senador, visivelmente embriagado, sentou sobre a perna da jornalista Eliete Ramos — assessora de imprensa da Sudam e diretora do Sindicato dos Jornalistas do Pará — durante o momento em que a noiva lançava o buquê para um grupo misto de mulheres e crianças, fato que desencadeou uma reação imediata do coletivo presente no local.
O episódio ocorreu em um cenário que já vinha sendo alvo de críticas ao consumo excessivo de álcool em eventos sociais promovidos por figuras públicas, e contou com a presença de autoridades locais que, ao constatar o comportamento alterado do gestor, acionaram as forças de segurança, resultando na sua condução à unidade policial onde permanece sob investigação por desacatamento e tentativa de agressão contra outras participantes da festa.
O ex-senador Paulo Rocha, superintendente da Sudam, foi detido após agredir uma mulher cadeirante durante o arremesso do buquê em uma festa em Belém.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos O ficiais
A nota pública publicada nas redes sociais pelo próprio Paulo Rocha reconheceu que se "excedeu" no local, pedindo desculpas às "companheiras" e negando qualquer ato de violência física direta, enquanto a Polícia Civil mantém sob investigação os fatos relativos ao descumprimento de ordem e ao comportamento agressivo frente aos agentes que registravam a ocorrência.
As autoridades da Sudam ainda não se manifestaram oficialmente sobre a suspensão ou afastamento temporário do superintendente, mas fontes próximas ao órgão indicam que eventuais medidas disciplinares dependerão da apuração concluída pela Polícia Civil e da eventual abertura de processo administrativo interno.



